segunda-feira, 16 de maio de 2011

A origem da Moeda





Com a revolução agrícola e conseqüentemente a divisão social e especialização do trabalho, as trocas que antes eram feitas através da troca direta (escambo) que tinha como característica a dupla coincidência, passou por uma grande revolução, adotando bens econômicos como intermediário de troca, porém esses bens que serviam como intermediários de troca tenham que ter características que o promovesse a tal finalidade como: aceitação geral por parte da sociedade, conversibilidade entre outros. De inicio as mercadorias deveriam ter valor de uso, ou seja, deveriam ser útil. Sendo este comum e geral passavam a ter valor de troca, ambos acabavam por confundir-se. Assim o valor de uso servia como garantia para o valor de troca facilitando nas transações.

A maior parte das moedas-mercadorias não preenchiam as características essenciais da moeda. A utilização de metais possibilitou a cunhagem, por meio do qual se verifica seu peso e se garantia sua circulação além da possibilidade de cobranças de impostos (senhoriagem) pelo Estado. A progressiva substituição de metais não nobres pelo ouro e pela prata (em geral definidos como metais monetários por excelência) decorreu fundamentalmente dessas razões. Além de atenderem de forma mais satisfatória as funções principais da moeda, esses dois metais preciosos possuem características intrínsecas que se ajustam de modo mais perfeito, comparativamente a quaisquer outra mercadoria, ás características essenciais que a moeda deve preencher.

Com o aumento das atividades econômicas e conseqüentemente maior número de transações econômicas as moedas metálicas tornam-se inconvenientes devido as dificuldades de transporte de grandes valores e riscos de roubo. Ademais, as relações comerciais só poderiam se desenvolver se caso houvesse a criação de uma moeda mais flexível. E foi após o renascimento, os comerciantes, forçados por essas circunstâncias, passaram a recorrer as casas de custódia que poderiam guardar, sob garantia metais monetários e outros valores a difusão dessa forma de moeda pode-se dar por conta das relações comerciais entre as cidades italianas e região de Flandres por meio das chamadas Feiras de Champagne.

domingo, 15 de maio de 2011

Não escondo que Micro I e II foram terríveis, noites sem dormir, dedicação total e incompreensão imensa... Não quero culpar professores, mas não entendo de onde veio tanto pavor e notas baixas. A Micro III já me preocupava antes mesmo de começar o semestre, mais eis que tudo mudaaaaa, tô amando a disciplina, adorando... apaixonada!

domingo, 1 de maio de 2011

Para estudiosos, Política não deve ser vista como profissão


“Tem que mostrar serviço”. A exigência, tão comum na cobrança popular sobre a atuação dos representantes políticos escolhidos democraticamente, talvez não se encaixe no fundamento das atividades dos prefeitos, governadores, presidentes, parlamentares. E ser político não é profissão, não é classe trabalhadora e sua remuneração não se encaixa nos moldes capitalistas de geração de renda. Esta é uma visão de especialistas na área, que apontam que tal modelo tende a assegurar a participação plural e o caráter temporário da função.

O cientista político Josênio Parente observa que seria inadequada uma

comparação dos políticos com a classe trabalhadora, devendo a função dos políticos ser sempre representativa e não prestadora de serviços. A visão deturpada, inclusive, estaria ocupando cada vez mais espaço na interpretação e na prática política, o que, para ele, é hoje um debate primordial para a reforma política que toma forma no Congresso Nacional.


O sociólogo Valmir Lopes destaca que o político profissional foi sendo criado ao longo da história. “Tanto que, no passado, o mandato não era remunerado. O salário foi (implementado) somente no século XX”, aponta. A atribuição financeira aos políticos, afirma Lopes, trouxe junto a possibilidade de pessoas de menor poder aquisitivo também se candidatarem. “Antes disso, somente membros da elite poderiam ser membros do Parlamento”, explica.


No Ceará

No Ceará, a maioria dos políticos acumulam trabalho político-partidário com o trabalho profissional. O vereador que ocupa há mais tempo uma cadeira na Câmara Municipal de Fortaleza, Iraguassú Teixeira (PDT), por exemplo, acumula as funções de médico e parlamentar municipal desde 1988. Ele diz, por exemplo, que foi a própria atuação profissional que o encaminhou para a militância política. “Eu, como médico, já sou político. Sempre fui um crítico do sistema de saúde”, afirma o parlamentar.

Sessões plenárias, encontros com eleitores, eventos em comunidades, elaboração de matérias e mais as atividades do partido casam, muito bem, para ele, com os atendimentos médicos em seu consultório particular e em postos do sistema de saúde pública onde atua.


O pedetista nota que os projetos de lei, umas das principais produções dos parlamentares, surgiriam, justamente, de provocações por meio da circulação dos representantes políticos por outros espaços.



O quê

ENTENDA A NOTÍCIA
A atuação política pode até não ser formalmente considerada uma profissão. Entretanto, não faltam pessoas que fazem dela uma carreira, seja apenas para suprir interesses pessoais, seja para atender às demandas sociais.

PROFISSÕES NO CE
Bancada federal, Câmara Municipal e Assembleia Legislativa
Advogado: 12; médico: 24; professor: 8; engenheiro: 6; jornalista: 3; administrador: 3; agropecuarista: 1; auditor fiscal: 1; cientista político: 1; cirurgião dentista: 1; comerciante: 4; comerciário: 1; economista: 3, estudante, filósofo: 1; fisioterapeuta ocupacional: 1; industrial: 1; padre: 1; pedagogo: 2; psicólogo: 2; empresário: 12; educadora popular: 1; agropecuarista: 2; técnico em contabilidade: 2; servidor público: 2; pastor: 2; conselheiro tutelar: 1; técnico em agronomia: 1; contador: 1; universitário: 1; vendedor: 1; administrador: 3; engenheiro agrônomo: 2; delegado: 1; radialista: 4; fisioterapeuta: 1; geólogo: 1; enfermeira: 1



Fonte: Jornal o Povo

sábado, 23 de abril de 2011

Piscicultura gera emprego em Quixelô-CE


Depois de experiências exitosas de criação de tilápia em tanques-redes em Orós, Várzea Alegre e Lavras da Mangabeira, chegou a vez deste Município, localizado na região Centro-Sul, colher os frutos de três projetos de piscicultura que foram implantados em 2010. A atividade está em expansão, gera emprego no sertão e amplia a renda familiar do sertanejo.

Os projetos foram implantados nas localidades de Ilha Grande, Boa Vista e Jequi, em águas da bacia do Açude Orós, beneficiando 44 famílias. O clima entre os antigos pescadores artesanais, que agora são produtores de tilápia em cativeiro, é de contentamento e disposição para o trabalho.

Diariamente, eles acompanham 340 gaiolas em produção. De acordo com dados da Secretaria de Agricultura do Município, desde outubro passado que mensalmente são produzidas 10 toneladas em cada projeto. Em média, cada unidade do pescado pesa 750 gramas. O peso é ideal e abre as portas do mercado consumidor na região e também em Fortaleza.

A renda média mensal das famílias beneficiadas com a atividade é de R$ 500,00. "Todos estão satisfeitos e os projetos já estão em expansão", anunciou a secretária de Agricultura do Município, Marta Rocha. "Até o fim deste ano vamos dobrar a produção e o número de pessoas atendidas no projeto". Outras comunidades a serem atendidas são Córrego e Vassouras.

Nesta semana, foram coletados 25 mil quilos de pescado. Houve festa e mobilização nas três comunidades. "É um projeto que está dando certo", comemorou a presidente da Associação dos Aquicultores de Quixelô, Gessilene Josino de Araújo. O aumento do consumo de pescado na Semana Santa contribuiu para a venda de todo o estoque de tilápia nas gaiolas.

O projeto de piscicultura foi financiado pelo Banco do Brasil, por meio do programa de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS), com recursos oriundos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os produtores dispõem de dois anos de carência e cinco anos para liquidarem o financiamento. A parcela anual é de R$ 27 mil.

A ação faz parte do plano de desenvolvimento do Município, implantado na administração atual. "Temos projetos produtivos de piscicultura e frutíferas que estão caminhando com sucesso, gerando emprego e renda no campo", frisou o prefeito Gilson de Souza. "O nosso esforço é para ampliar a produção e retirar o atravessador da intermediação das vendas".

Uma equipe do Projeto São José, do Governo do Estado, visitou esta semana as três comunidades produtoras de tilápia em cativeiro. O Município apresentou a necessidade de ampliação dos projetos a partir da aquisição de uma fábrica de gelo, de unidade de beneficiamento, câmara frigorífica, de estocagem e de um veículo utilitário para o transporte e comercialização do pescado.

A ideia é agregar valor ao produto. Além da venda do pescado "in natura", serão produzidos filés, bolinhas, linguiças e outros derivados. "Com essas ações, a renda das famílias produtoras vai aumentar", prevê Marta Rocha. "A nossa expectativa é de crescimento". Os grupos também vendem o pescado para a merenda escolar por meio de programa de apoio à agricultura familiar.

Fonte: Diário do Nordeste

sexta-feira, 22 de abril de 2011

"A água é o princípio de todas as coisas." (Tales de Mileto).


E Talles não estava enganado... mas quanto a nós humanos de que forma utilizamos esse bem tão precioso? Se bem pararmos para pensar a água está em tudo ela é essencial para vida dos seres humanos. Mas não a usamos bem somos tomados pela ignorância e lavamos calçadas, exageramos nos banhos, não cuidamos de vazamentos, sem contar na poluição jogamos latinhas que demoraram anos para se decompor, plástico, vidro, etc. Até onde o homem é um ser racional? Precisaria então de um dia para conscientizar tal bicho? (o bicho homem).


Dia 22 de Março - Dia da Conscientização do Uso da Água

domingo, 16 de janeiro de 2011



O amigo Silvio Cesar de Almeida, Diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Quixelô, foi uma pessoa que contribuiu bastante para o projeto, e participou de vários momentos organizados pelo COMAQ. Em um dos momentos (o da foto acima que ocorreu no Núcleo de Educação de Jovens e Adultos - NEJA onde funciona uma extensão da Escola de Ensino Fundamental José Maia Filho) abordou o sub-tema: entender melhor com funciona o abastecimento de água e o esgotamento sanitário (esgoto) referiu-se ao sistema de abastecimento de água, explicando o que é um manancial, a captação, o tratamento, o reservatório e a rede de distribuição. As partes desse sistema foram ilustradas com fotos do abastecimento de água de Quixelô. Entendendo melhor o esgotamento sanitário (esgoto), gravuras foram apresentadas, distribuídas pela rede coletora, ramal coletor do esgoto, interceptor, estação de bombeamento, estação de tratamento de esgoto (ETE) e o lançamento do esgoto tratado no rio, mostrou imagens do sistema de Quixelô foi mostrada, especialmente a lagoa de estabilização e a estação elevatória da sede urbana do município.



domingo, 9 de janeiro de 2011

O COMAQ - EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE!

Que sou apaixonada pelo meio ambiente é um fato. Um pouco inquieta, sempre insatisfeita e com um espírito que clama por mudanças, envolvida por tais sentimentos e sabendo da importância da preservação do meio ambiente, me engajei no inicio de 2010 em um projeto com intuito de modificar o pensamento das pessoas quanto ao desperdício dos recursos naturais que são esgotáveis. Nascida em cidade com pouco mais de 16.000 habitantes, da qual a agricultura é a principalatividade econômica estando na Zona Rural a maioria da população sempre fiquei a “matutar” sozinha sobre as condições de vida dessas pessoas...

E em Janeiro de 2010, eu juntamente com Kátia, Palloma, Marceila e Mauricio movidos pelo mesmo objetivo criamos um conselho o COMAQ (Conselho de Multiplicadores Ambientais de Quixelô), com ajuda da secretaria Marta Rocha(Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente em exercício – 2010) desenvolvemos algumas atividades no município. Em abril de 2010, os componentes do Conselho aprovaram uma agenda para os momentos de discussão da seguinte temática: Conscientização Ambiental, ora prevista no Plano de Ação da COMAQ apresentado aos órgãos federal, estadual e municipal. O Primeiro momento foi na Escola de Ensino Fundamental João Vicente Alves no distrito de Antonico, com a apresentação dos subtemas: Água da Chuva (Drenagem); Lixo (Resíduo Sólido), na ocasião tivemos como facilitador o consultor de empresas Lourenço Adolfo Ferreira Soares, esse foi de fundamental importância para que esse projeto pudesse dar passos mais largos ainda, sua experiência, disponibilidade e amor ao meio ambiente fortalecia todos os conselheiros...

Nesse primeiro momento trabalhamos com crianças na faixa etária de 07 a 11 anos, com uma linguagem própria para o nível escolar desses.

Segue abaixo algumas fotos









Fizemos uma bagunça na escola, mas foi tão gostoso esse dia!

domingo, 24 de outubro de 2010

Benjamim Constant de Rebecque


Constant leva em consideração ao máximo a separação entre ESTADO e sociedade civil. Ele salienta que a liberdade dos antigos exercia-se na esfera pública da sociedade, isto é, no Estado, não na esfera particular. A vida privada era então vinculante ao passo que a liberdade do cidadão se exerce essencialmente na esfera do privado, e em relação ao Estado, é muito fraca, parcial.

Rousseau


Para Rousseau existe uma condição natural de felicidade, de virtude e de liberdade dos homens que é destruída pela civilização. A Civilização é que pertuba as relações humanas, que viola a humanidade, pois os homens nascem livres e iguais, mas em todo lugar estão acorrentados. Os homens não nascem livres e nem iguais, só tornam-se assim através do processo político. Rousseau enfatiza que o homem não pode renunciar a esses bens essenciais de sua condição humana natural: a liberdade e a Igualdade.

Estes objetivos é que são bases de construção de uma sociedade.Diferente de outros autores para Rousseau o “Contrato”, “Acordo”, só constitui o estado e a sociedade, o qual devem servir à plena expansão da personalidade do individuo.

A sociedade, o povo, nunca perde sua soberania, a qual pertence ao povo, e só ao povo. Portanto o homem nunca deve criar um estado distinto ou separado de si mesmo. O único órgão soberano é a “Assembléia”( é nela que se expressa a soberania, a Assembléia que é constituída pelo povo.).

O homem só é livre se for igual: assim que surgir uma desiguldade entre os homens ACABA-SE a liberdade. Rousseau refere-se a igualdade perante a lei, a igualdade jurídica, mas também chega a compreender que existe um problema de desigualdade econômica e social.

Emannuel Kant


Kant afirma explicitamente, diferente de Locke que a Soberania pertence ao povo, o que já é um princípio democrático. Para ele existem os Cidadãos Independentes que são aqueles que exprimem a opinião política, que podem decidir a política do Estado, são cidadãos que não dependem dos outros, são os proprietários que tem direito a voto. E os Cidadãos Dependentes que não tem opinião dependente, são os servos de fazendas, aprendizes de oficinas artesanais que não podem votar e nem serem eleitos.

Após afirmar que a Soberania pertence ao povo, na realidade nega ao povo o efetivo exercício da soberania, restringindo-se a somente parte do povo.Toda lei é sagrada, inviolável, o direito da propriedade, de liberdade.

Na prática o direito de Liberdade só é gozado por quem tem recursos suficientes para usufruir da mesma, ou seja só é livre os proprietários de terra e/ou riquezas.

John Locke


Jurista, fundador do empirismo filosófico e teórico da revolução liberal inglesa. Acreditava que a condução do Estado se daria através do Parlamentarismo (Normas e Direitos de Parlamento). Na década de 1670 surgira o “Habbeas Corpus” que dificultava a prisão sem denúncias e provas bem definidas.

O homem no estado natural está plenamente livre, mas sente a necessidade de colocar limites a sua própria liberdade a fim de garantir o direito de propriedade.Assim como em Hobbes o Estado se dá através de um Contrato no qual os homens se unem em sociedades políticas e submetem-se a um governo com o intuito de conservar a propriedade. No entanto esse acordo poderá ser quebrado a qualquer momento, como qualquer contrato.

O Estado é soberano, mas sua autoridade ocorre somente pela constituição do contrato jurídico. Locke distingue sociedade política e sociedade civil, entre sociedade pública e privada, pois todos os direitos de propriedade são exercidas na sociedade civil e o Estado deve intervir. Logo caberá ao Estado garantir e tutelar o livre exercício da propriedade.

Thomas Hobbes


Filósofo Inglês , autor de o Leviatã. Sua teoria sobre o Estado é a seguinte: Os homens vivem no Estado natural, como animais, eles se jogam uns contra os outros pelo desejo de poder, de riquezas, de propriedades. Os homens são lobos uns para com os outros, se destroem. A partir disso criam um contrato, pois percebem a necessidade de entrarem em um acordo. Esse contrato, que já é em si a teoria de Hobbes sobre o Estado servirá para frear os lobos, evitando assim a destruição mútua.A noção do Estado como Contrato revela o caráter mercantil, comercial das relações burguesas. Os homens estabelecem as restrições em que vivem dentro do Estado, com a finalidade de conservação da espécie.Hobbes descreve a natureza dos homens de sua época, o surgimento da burguesia, a formação do mercado, a luta, a crueldade que o caracterizam.

Jean Bodin


Um dos proeminentes defensores do Estado Moderno, ele é o primeiro a teorizar sobre o assunto já que Maquiavel nos oferece apenas uma teoria realista sendo ainda o primeiro a considerar a política de maneira cientifica, critica e experimental, porém o mesmo peca em não oferecer uma teoria do Estado Moderno. Teoriza o estado Unitário o da França. Escreve em 1576 a República.

Jurista Francês, envolve-se com religião deixando-o conhecido como “procurador do Diabo”. Dedica boa parte da sua reflexão política à autonomia e soberania do Estado Moderno. O Monarca interpreta as leis divinas, mas possui autonomia para exercê-las ou seja não depende das vontades do papa.

O Estado é constituído essencialmente pelo PODER, nem Território, nem o povo são capazes de definir o Estado *

A Soberania é a Pedra Angular de toda a Estrutura do qual as leis, os magistrados e todo o povo está subordinado. Essa Soberania para Bodin é a verdadeira ligação que transforma as famílias, os grupos separados dentre outros, num corpo perfeito. O Estado é o poder Absoluto, é a coesão de todos os elementos da sociedade.

Segundo Enciclopédia Treccani: “ No Estado estão presentes três elementos: poder político, povo e território.”

quarta-feira, 20 de outubro de 2010



Impulsionada por Maquiavel e Rousseau e suas teorias sobre o estado, me vi envolvida com filosofia. Declaro aqui aberto seqüências de post's...

sábado, 9 de outubro de 2010

Atentos ao dinheiro Público

Casos de corrupção tem se tornado normais. Ora ou outra cruzamos com políticos que até pouco tempo atrás não tinha nem onde cair morto e assim não mais que de repente aparecem em um luxuoso carro, fazendas, festas e viagens. A familia de uma hora pra outra muda de bairro e trocam as bicicletas por carros do ano. A gente nunca entende, afinal de onde vem tanto dinheiro. Mega-sena não foi...
Pois é, farra com nosso dinheiro, uso indevido dos recursos públicos. Falta rémedio no posto, não temos médicos na cidade, ruas esburacadas, salários atrasados, são esses os primeiros sinais. O que fazer pra que a população que é tão pobre e sem informação tome providências. Vejo que existem falhas ainda no sistema e nos tribunais que de forma generosa avisa aos gestores: "Ei tô chegando, arruma tudo ai."
Se eu tiver exagerado, tudo bem...
Mas acho que tem coisas que ainda correm solto. São soluções simples e que não precisa procurar em livros...

Pense nisso!

domingo, 19 de setembro de 2010

A Política como mera profissão


A população anda descrente das instituições políticas, é crescente a despolitização. Daqui a exatamente 15 dias estaremos escolhendo novos representantes, mas o que se pode observar quanto a classe de deputados é a população ainda indecisa, você já escolheu o seu? Eu também não! Desconheço sua utilidade é que ao longo da história os conceitos se perderam e no cenário político nacional está tudo bagunçado.

A ausência de controle social dos eleitos e seu descompromisso com as promessas de campanha só tendem a reforçar a idéia da inexistência de diferenças substanciais que há entre os partidos políticos e aumentar a frustração com a democracia representativa e as instituições políticas tradicionais. Como não se ver mudanças o sentido da campanha eleitoral e do voto se reduz a uma mera escolha de candidatos a um cargo político que, cada vez mais tender a ser identificado como profissão.

Quanto ao contexto socioeconômico da sociedade capitalista, vivemos situações que nos reforça a idéia de que tudo é comercializável até o voto. O que se pode observar é que a representação parlamentar vem segundo a lógica de uma mera profissão. Diante de um cenário que engole a perspectiva revolucionária e o que resta a muitos parlamentares é a sua adequação a estrutura vigente, onde o objetivo é permanecer nessa atividade, para evitar que os outros o façam ou pelo simples fato de não terem mais profissão no mundo da produção.

À população resta assistir a um espetáculo em que a consciência política que movia militantes e dava sentido a representação política é dispensada pelo marketing em nome de uma eficiência eleitoral onde a política se resume a mera profissão.

Leis da Força da Física Política

Da Política Externa

O Príncipe novo deverá estar atento as intenções de seus vizinhos e é preciso ser leão e raposa. Pois sendo leão ele não verá as armadilhas e sendo apenas raposa não teria força para combater contra os lobos, afinal a selva está cheia de lobos. E assim formula as leis da força da FISICA DA POLITICA.

Leis da Força da Física Política

· Lei da Conservação: Lei egoísta que é valida tanto para o estado como para tudo que vive, mas que no caso do Estado, “se amplia e se reveste de um caráter quase sagrado”.

· Lei da Concorrência Vital: Em um mundo dividido em estados distintos essa lei deriva da anterior, neste caso força e austacia se combinam em doses adequadas.

· Força: O Príncipe deverá possuir forças suficientes, isto é, boas armas. Esta inspirou os exércitos nacionais:

“Nada mais verdadeiro do que isto. Se não se encontram soldados onde se encontram homens, a culpa não cabe nem à natureza nem a situação, mas ao príncipe (...) Os guerreiros (nascem) por toda a parte onde há chefes capazes de formá-los”

· Aústacia: Na vida privada de nada vale, mas na guerra é fundamental. Sendo os homens como são seria tolice guardar a fé jurada quando essa vem a prejudicar o príncipe. É bom enfeitar-se com as amáveis cores da lealdade e demonstrar que o agressor, o velhaco, o injusto, o violador da fé jurada é o outro, é o inimigo, o de ontem, de hoje ou de amanhã.


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Religião e Maquiavel



Maquiavel não aprecia o Cristianismo e faz criticas fortes. A religião é serva da política, está ligada ao estado diferente do culto divino que é menosprezado por Maquiavel, pois este prepara a corrupção e ruína do estado.Não importará se os governantes não cressem nessa religião, caberá a eles simplesmente manipular convenientemente oráculos.

Critica a religião que enaltece os humildes, não revidam a bofetadas em busca de um paraíso esse são prezas fáceis, povo débil e alienados na religião.Considera o estado soberano, a única religião.

domingo, 12 de setembro de 2010

Recado aos jovens futuros economistas



As personalidades listadas a seguir têm algo em comum - Alan Greenspan (ex-presidente do Banco Central americano), Peter Druker (guru da Administração), Philip Kotler (guru dos Negócios Empresariais), Kofi Anan (ex-Secretário Geral da ONU), Mick Jagger (cantor), Arnold Schwarzenegger (ator e governador da Califórnia), Ivan Zurita (presidente da Nestlé), Roger Agneli (presidente da Vale) e Bernardinho (técnico de vôlei da seleção brasileira) - todos, sem exceção, passaram por uma faculdade de Economia.

Apesar de não exercerem a profissão de economista, estas personalidades, certamente, utilizaram e ainda utilizam os conceitos da ciência econômica em suas vidas profissionais ou mesmo pessoais.

Qual o motivo de comentarmos isso? Durante os últimos anos tem-se falado de maneira generalizada em Economia (enquanto ciência), principalmente em alguns dos conceitos que envolvem este ramo do conhecimento.

Atualmente, percebe-se uma tendência em discutir conceitos econômicos na sociedade. Muito se fala, por exemplo, na importância da educação financeira. Nesse pormenor, já há estudos que apontam para a viabilidade de inserir conceitos sobre educação financeira na grade curricular do ensino médio. Nesta mesma linha, é comum vermos e ouvirmos em programas de TV e rádio alguém se dedicar aos assuntos do universo da Economia. Não por acaso, sempre aparecem especialistas no assunto, apresentando-se em tom de conselhos.

Diante disto, uma pergunta se apresenta como pertinente: Como explicar a diminuição de demanda de estudantes pelo curso de Economia no Brasil, e em alguns outros lugares do mundo? A Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Economia (Ange) aponta para essa diminuição desde a década de 1980. Corrobora para isso os dados apresentados pelo Censo da Educação Superior Brasileira do Ministério da Educação (MEC) mostrando que somente 3,2% do total de matrículas, no Brasil, são do curso de Economia. Nos Estados brasileiros, há uma tendência dramática de diminuição de vagas preenchida para a graduação em Economia, quer seja em instituição privada ou nas universidades públicas e federais.

Conquanto, a pergunta permanece: Como explicar essa dicotomia entre se falar e mesmo estudar Economia no dia a dia?

Uma das razões disso, talvez, seja por que os próprios economistas pecam ao se apresentarem em tons demasiadamente teóricos; pouco compreensíveis, portanto, para os não familiarizados com os jargões econômicos. Não por acaso, nós economistas, “inventamos” até mesmo um linguajar complexo e sofisticado ("economês") na tentativa de explicar os fatos. É a linguagem tecnicista e rebarbativa, sibilina por conceito, que mais atrapalha que ajuda as pessoas a bem compreenderem o universo econômico.

Para complicar ainda mais a pouca compreensão do público em geral, nós economistas acreditamos piamente no uso de modelos matemáticos para explicar quase tudo, como se as relações sociais e econômicas fossem previsivelmente exatas e como se a vida de todos nós se resumisse a números, taxas e índices. Ora, isto mostra a frieza de uma ciência que, ao contrário, tem um lado de estudo muito humano, voltado a entender a sociedade em suas múltiplas manifestações, principalmente no aspecto social.

No entanto, ao insistirmos em teorizar de forma estritamente acadêmica e por vezes, pouco popular, criamos com isso uma espécie de ranço na aceitação social que prejudica, sobremaneira, a imagem do profissional economista. Não raro, esses profissionais são muitas vezes vistos como arautos do apocalipse; ou o que é pior: de estimuladores e entendidos apenas de crise, do caos, da confusão.

Uma segunda questão – que se alinha a primeira - sobre a dificuldade em angariar novos interessados em estudar Economia recai, em nosso entendimento, na pouca familiaridade em tentar explicar para a sociedade o campo de atuação do economista. Por vezes, não somos claros em explicar que este profissional pode ocupar espaços em atividades públicas e privadas; dada a abrangência de conhecimentos sólidos que o curso fornece. Esta abrangência somente é possível por se tratar de uma formação sólida que não se limita a dados técnicos, mas que abrange a discussão dos processos históricos e sociais que construíram, desde os escritos seminais dos clássicos ingleses, o pensamento econômico.

Todavia, nunca é tarde para a mudança. O momento que se apresenta é muito propício para tentar recuperar o interesse por estudar Ciências Econômicas. A nossa profissão de economista no Brasil tem exatamente 59 anos de existência, desde o reconhecimento formal regulamentada pela Lei n° 1.411, de 13 de agosto de 1951.

No entanto, nessas quase seis décadas, poucos foram os momentos em que professores, conselheiros, profissionais da área e estudantes se reuniram para discutir os caminhos, os valores, a missão, o propósito e a atuação do economista no exercício de suas atividades. Excetuando-se os congressos e encontros profissionais realizados, são raros os momentos de profunda reflexão em torno do objetivo de orientar os jovens futuros economistas sobre o modo de atuar e, mais que isso, sobre como a Economia – tanto na teoria quanto na prática – age e influencia no cotidiano das pessoas.

Outro fito deste artigo é, justamente, o de contribuir para a orientação futura do jovem estudante de Economia, visando também resgatar as demandas verificadas no passado, quando se formavam muitos economistas. Para isso, nos sentimos encorajados a esboçar algumas linhas direcionadas, especificamente, ao debate sobre a atuação e o papel do economista em nossa sociedade. Desnecessário afirmar, contudo, que não nos apresentamos como conselheiros e donos da verdade; não temos a prerrogativa do tom professoral.

É oportuno reiterar que apenas desejamos, tão somente, contribuir para o aprofundamento de temas que cercam a natureza da ciência econômica no que toca a discorrer sobre os propósitos mais interessantes dessa ciência – para aquilo que se convenciona entender ser uma boa economia – e, ademais, para vermos aumentar o interesse pelo curso superior.

No sentido de discutir os propósitos da ciência econômica, um primeiro ponto a ser ressaltado é que o economista que constrói hipóteses deve, obrigatoriamente, a seguir, confrontar seus modelos com a realidade social. Somente o mundo real poderá validar ou não suas idéias. É imprescindível, todavia, não perder de vista que os modelos da economia são imperfeitos; sua verificação é aproximativa. A realidade social - em todas suas manifestações - é passível de soluções econômicas. Por sinal, todo problema social exige, por contrapartida, uma solução econômica. Dessa constatação emerge afirmar que a Economia precisa, para ser aceita definitivamente como uma ciência capaz de promover boas ações, colocar o progresso a serviço dos mais pobres. Talvez o principal papel da Economia seja o de ser construtiva. Para isto, não se deve perder de vista que no atual mundo, em que um terço da humanidade continua mergulhada na miséria, a ciência econômica deve, à sua maneira, priorizar o combate às questões sociais mais agudas.

O desenvolvimento econômico quando proferido e ensinado pela economia só faz sentido se levar bem-estar aos que mais sofrem. Gandhi, uma das almas mais brilhantes que já pisou no planeta Terra, a esse respeito disse que “o desenvolvimento seria bom e justo somente se elevasse a condição dos mais necessitados”.

Os jovens futuros economistas precisam, neste pormenor, em busca de alcançar equilíbrio econômico-social, encarar que a justiça social é um imperativo que deve predominar sobre a produção. O mundo da Economia não deve, pois, ser reduzido à condição de mercado, nem de mercadoria. Antes disto, é fundamental ter ciência que existe algo de mais valioso: a vida humana. Aos jovens futuros economistas em processo de graduação, e aos que desejam se inscrever num curso de Economia, recomenda-se não se recuse ao exercício de ver a sociedade tal qual ela é. Se os economistas de hoje, de ontem e, espera-se que os do amanhã têm uma função a cumprir na sociedade, entendemos que essa é, em larga medida, a de se envolver no processo de transformação econômica e social.

Cristovam Buarque, engenheiro de formação e economista por opção do doutorado, diz brilhantemente que “não faz sentido ser economista se não for para lutar contra a fome e a pobreza que marca a vida de muitos brasileiros”.

Entendemos que o futuro economista deve, caso concorde com essa premissa e se predisponha a lutar por uma sociedade de iguais, ter clara a idéia central de que a Economia precisa ser inclusiva. A Economia, definitivamente, não funciona sem a inclusão das pessoas por um motivo bem simplista: ela é feita pelos homens e para os homens.

Por fim, reitera-se aqui que por inclusão entendemos uma vida sem dificuldades básicas; uma vida de acesso, de oportunidades iguais.

Neste pormenor, concordamos plenamente que a finalidade do economista e a da ciência econômica seria aquilo que Carl Menger argumentou, em seu tempo: “a economia precisa satisfazer as necessidades humanas”. Detalhe: não estamos nos referindo ao conspícuo. Estamos nos referindo, apenas, a necessidades básicas: comer, se vestir, se abrigar, trabalhar, buscar ser feliz.

A você, caro estudante que deseja ingressar no curso de Economia, sinta-se tocado no seguinte: esta ciência tem todas as ferramentas para ajudar no seu progresso e da sociedade. Contamos contigo para a consolidação dessa árdua tarefa. Assim como a Economia (enquanto ciência) precisa de você, você também precisa da Economia (também enquanto atividade) para fazer avançar a qualidade de vida de todos. O desafio está lançado. Venha estudar Economia!

Nós, e a maioria de economistas que sentem nas veias a profissão, garantimos que vale a pena.
_________________________________

(*) Economista, Doutor pela (USP). É Diretor Geral das Faculdades Integradas Santa Cruz de Curitiba - Brasil.
(**) Economista, mestre pela (USP). É professor de Economia da FAC-FITO / UNIFIEO (S. Paulo - Brasil).

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O Príncipe e a Política Interna


O Príncipe novo, não hereditário, deverá desconfiar de seus amigos, inimigos e súditos. Deverá livrar-se dos seus rivais e invejosos praticando as crueldades necessárias (haveria bem em fazer o mal) e quando seus súditos não mais acreditarem, no príncipe só pela persuasão, este deverá usar a força, isto é, boas armas que acompanham as boas leis. O Príncipe deverá apresentar-se como generosos, sincero, bom e clemente, isso será bom para sua imagem pública (propagando pessoal), no entanto ter essa qualidades levaria o príncipe a ruína. Seria então a crueldade bem praticada que mantém o poder do príncipe e do estado.