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domingo, 19 de setembro de 2010

Leis da Força da Física Política

Da Política Externa

O Príncipe novo deverá estar atento as intenções de seus vizinhos e é preciso ser leão e raposa. Pois sendo leão ele não verá as armadilhas e sendo apenas raposa não teria força para combater contra os lobos, afinal a selva está cheia de lobos. E assim formula as leis da força da FISICA DA POLITICA.

Leis da Força da Física Política

· Lei da Conservação: Lei egoísta que é valida tanto para o estado como para tudo que vive, mas que no caso do Estado, “se amplia e se reveste de um caráter quase sagrado”.

· Lei da Concorrência Vital: Em um mundo dividido em estados distintos essa lei deriva da anterior, neste caso força e austacia se combinam em doses adequadas.

· Força: O Príncipe deverá possuir forças suficientes, isto é, boas armas. Esta inspirou os exércitos nacionais:

“Nada mais verdadeiro do que isto. Se não se encontram soldados onde se encontram homens, a culpa não cabe nem à natureza nem a situação, mas ao príncipe (...) Os guerreiros (nascem) por toda a parte onde há chefes capazes de formá-los”

· Aústacia: Na vida privada de nada vale, mas na guerra é fundamental. Sendo os homens como são seria tolice guardar a fé jurada quando essa vem a prejudicar o príncipe. É bom enfeitar-se com as amáveis cores da lealdade e demonstrar que o agressor, o velhaco, o injusto, o violador da fé jurada é o outro, é o inimigo, o de ontem, de hoje ou de amanhã.


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Religião e Maquiavel



Maquiavel não aprecia o Cristianismo e faz criticas fortes. A religião é serva da política, está ligada ao estado diferente do culto divino que é menosprezado por Maquiavel, pois este prepara a corrupção e ruína do estado.Não importará se os governantes não cressem nessa religião, caberá a eles simplesmente manipular convenientemente oráculos.

Critica a religião que enaltece os humildes, não revidam a bofetadas em busca de um paraíso esse são prezas fáceis, povo débil e alienados na religião.Considera o estado soberano, a única religião.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O Príncipe e a Política Interna


O Príncipe novo, não hereditário, deverá desconfiar de seus amigos, inimigos e súditos. Deverá livrar-se dos seus rivais e invejosos praticando as crueldades necessárias (haveria bem em fazer o mal) e quando seus súditos não mais acreditarem, no príncipe só pela persuasão, este deverá usar a força, isto é, boas armas que acompanham as boas leis. O Príncipe deverá apresentar-se como generosos, sincero, bom e clemente, isso será bom para sua imagem pública (propagando pessoal), no entanto ter essa qualidades levaria o príncipe a ruína. Seria então a crueldade bem praticada que mantém o poder do príncipe e do estado.

sábado, 4 de setembro de 2010

A essência da Obra


Maquiavel não atingiu seu objetivo, mas sua contribuição para a historia é significativa. Consegue distinguir a política da moral e essa separação mostra o estado com valor obsoluto, acompanhado da idéia pessimista da natureza do homem e da sua condição. O filosofo Hobbes baseia-se no pecado original e no dogma da natureza decaída para explicar a natureza do homem Maquiavel não esconde sua admiração pelos indivíduos impetuosos da selva social e formulam essa teoria para aqueles que nasceram com o dom de governar, que sabem agir no momento certo e que controla a imensa maioria cuja o destino é ser governada.

Seus escritos contradiz com o seu comportamento em vida era um homem alegre e que prezava o amor e amizade.E a minoria que domina deverá apresentar os seguintes traços: interesseiros, invejosos, ciumentos, insaciáveis nos seus desejos, eternos descontentes que só aspiram o que não possuem, ingratos, inconstantes, dissimulados, mentirosos, velhacos, medrosos, covardes (...)

E crédulos, desprovidos de juízo, incapazes de descer ao âmago das coisas eles se deixam seduzir pelas aparências, pelo acontecimento. E malévolos, maus, de uma maldade que não nem vencida pelo tempo, nem amenizada por nenhum benefício. E acima de tudo, medíocres: tanto no mal como no bem, não vão até o fim; raramente sabem ser completamente bons ou completamente maus, diante dos grandes crimes recuam (...)

É por essas e outras que se é melhor fazer-se temer do que se amar. Para manter o estado vale tudo: Os meios serão sempre considerados honráveis e louvados por cada um”. O homem não muda, obedece sempre os mesmos desejos , as mesmas paixões. O Estado deve ser posto acima de tudo, é necessário conservá-lo, pois o estado simplesmente é.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O Príncipe - Maquiavel

A obra

Durante esse período recolhe-se e produz duas obras completamente distintas: Discorsi ou Dircurso sobre a Primeira Década de Tito Livio e o Príncipe.

Segundo Maquiavel há no mundo uma massa igual de bem e de mal e que o progresso seria impossível. Para uma republica funcionar perfeitamente haveria de existir uma dupla instituição: a do Legislador e a do Ditador para salvação pública. O Legislador de espírito sensato não deve poupar esforços para alcançar a autoridade plena. Já o poder do Ditador será limitado, no entanto essa figura seria de fundamental importância para dá ordem as coisas.

Em todo o contexto que Maquiavel está inserido, sua demissão do conselho dos dez, e toda a humilhação da qual lhe fizeram passar, orgulho ferido se isola e começa a escrever o Príncipe, e reconciliar com os Medici, após ter sido expulso do conselho ao tentar interferir no governo dos príncipes e apesar de sua obra ser dedicada ao Principe Lourenço esse nem chega a abrir sua obra não atingiu o que queria. Ele não atinge seu objetivo, mas o livro entra para a história.Maquiavel virá a morrer no mesmo ano da publicação, ainda com o coração cheio de mágoas, fracassado por não ter atingido seu ideal.

domingo, 29 de agosto de 2010

Recomendo!

Estou lendo um livro maravilhoso, divino que contém armas poderosíssimas (risos)

Leitura obrigatória, fácil e cheia de controvérsias.

Bom, para alguns é quase uma Bíblia(Delfim Neto, FHC). Tenho certeza que certo Coronel da região já leu o livro, é incrível, tem todas as características que segundo Maquiavel o Príncipe tem que ter. Maquiavel ás vezes exagera, considera os outros (dominados) objetos de fácil manipulação, mas na essência o livro não é só isso, dá pra aproveitar muita coisa, por exemplo, comungo da seguinte idéia: Do que adianta ser um homem sempre bom, se uma hora ou outra terá que perecer diante daqueles que não são?

Deixa isso pra lá...

Tá ai a vara...

http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/principe.pdf