sábado, 18 de maio de 2013

Aposentado planta 16 mil árvores em áreas abandonadas na zona leste de SP


Caminhando pela parte mais fechada da vegetação até o local onde as mudas são recém-plantadas, o administrador aposentado Hélio da Silva, 62, sabe dizer a idade de quase todas as árvores do parque linear Tiquatira, na Penha, zona leste. É ele quem vem plantando exemplares na região há dez anos.
Jequitibá, ingá, pitangueira, jacarandá... Hélio aponta suas favoritas e conta história. "Essa aqui é uma imbaúba. Essa outra, calabura, atrai 52 espécies de passarinho."
Mesmo tendo voltado a trabalhar após a aposentadoria, Hélio começou a plantar em 2003, às margens do rio, que fica a alguns quarteirões de sua casa. "Isso tudo era um descampado, cheio de sujeira."
Árvores no Tiquatira
Hélio da Silva, 62, plantou mais de 16 mil árvores no parque linear Tiquatira, na Penha
A ideia era colocar 5.000 unidades; hoje, na contagem do próprio Hélio, são 16.591 árvores de 170 espécies diferentes, a maioria nativa da mata atlântica.
"Algumas pessoas acham que sou funcionário da prefeitura", afirma ele, que teve de conseguir autorização da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente antes de plantar e não ganha nada pelo trabalho. Por um tempo, diz que gastou R$ 2.000 por mês com mudas e adubo.
PROBLEMAS
Além de plantar, é preciso cuidar da herança que ele diz deixar para os três filhos, os netos e a cidade. Assim, agora no outono, que não é época de plantio, ele poda as mudas. "São Paulo me deu tudo. Estou só retribuindo."
Ele conta que, quando começou, achavam que era louco. Sua mulher, Leda Vitoriano, era uma dessas pessoas. "Eu dizia: 'Você faz tudo e quem vai levar a fama são os vereadores'", conta ela, que acha que o casal comprou brigas desnecessárias.
A principal foi com comerciantes da região, já que a vegetação começou a tapar a visão das lojas da avenida Carvalho Pinto. As primeiras 500 mudas foram destruídas. "De cada dez que eu plantava, arrancavam oito."
Após quatro anos e 5.000 árvores, a prefeitura transformou, em 2007, o Tiquatira no primeiro parque linear (ao longo de rios) da cidade e lá instalou banheiros e equipamentos de lazer.
Há 12 anos no ponto, o vendedor de coco Antônio Ferreira, 52, testemunhou o processo. "As pessoas começaram a caminhar mais aqui, o movimento dobrou."
Mas Hélio também ouve piadinhas. "Me perguntam para quem estou plantando. Digo: 'Pro seu neto, porque logo, logo você já era!'."


Fonte: Folha de São Paulo. Em 11/05/2013

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Por ai...



Acho é lindo essa MP dos Portos bolando tanto por ai...
A turma da Dilma batendo na trave, mas impossibilitada de fazer gol.
O que é mais lindo ainda é ver tanto revolucionário, defensor de bandeiras socialistas, opositor ao liberalismo, inimigo das privatizações e seus derivados, vestirem a camisa. 
Um Brasil feito por dois tipos de "POLVOS", aqueles que enganam pra chegar no poder e atender seus anseios e dos correligionários, e do povo humilde que gritam de  norte ao sul por melhores condições de vida, de trabalho, de dignidade, gente que quer educação melhor, quer saúde, quer segurança. Dizem por ai que a constituição garante tudo isso, dizem... mas eu desconfio! 

Total atividade!


        Após o final da monografia II   resolvi elencar como meta maior atenção a esse espaço, não que eu tenha tempo sobrando, pude perceber que tempo é algo tão relativo e que prioridades são prioridades, devem prevalecer sobre todos e tudo, inclusive nesse ano (2013) que resolvi dar maior atenção a minha vida profissional (anos anteriores família, empresa, amigos, e amor estavam em alta) . Quero tornar esse blog útil para aqueles que estão entrando no barco agora, pra aqueles que já fizeram a viagem e para os capitães, que já estão no barco a muito tempo e que enfrentaram as tempestades e que conhecem bem a calmaria de um mar complexo e instável.
        Será um local para debate, troca,  tira -dúvidas  e coisas cotidianas, tipicas do economista (diga-se de passagem a profissão mais linda, mais completa que eu conheço, Rsrs, desculpe-me a modéstia... se não existisse eu inventaria!) .
         Percebi também que a quantidade de leitores tem aumentado o que diretamente reflete na minha vontade (obrigação) de escrever por aqui!!


Vamos, que vamos!!

terça-feira, 14 de maio de 2013

A EMPRESA TRANSNACIONAL




Os desenvolvimentos teóricos recentes a respeito da empresa transnacional (ET) ainda são ignorados ou minimizados. No entanto o entendimento sobre ET é de fundamental importância. No contexto atual processo de globalização, a ET é o principal lócus de acumulação e de poder econômico a partir do seu controle sobre ativos específicos (capital, tecnologia e capacidade gerencial, organizacional e mercadológica). No capitalismo contemporâneo, a ET encontra-se cada vez mais identificada com a categoria de grupo econômico do que com a de empresa.
            A ET é a empresa de grande porte que controla ativos em pelo menos dois países. A ET responde pela quase totalidade dos fluxos de investimentos externo direto (IED). A teoria desenvolvida, assenta-se na relação entre empresa, o território e o sistema econômico, A ET é entendida como o principal agente dos processos de internacionalização da produção, centralização e concentração do capital, e de destruição criadora.
            Na dimensão microeconômica, a ET é o agente de realização do processo de internacionalização da produção. Esse processo ocorre sempre que residentes têm acesso a bens e serviços com origem em não – residentes (isto é, mercadorias originalmente produzidas por não residentes). E ele se expressa de três formas: exportação, licenciamento de ativos e investimento externo direto. A literatura analisa a ET, a  primeira contribuição importante, utilizando o enfoque de organização industrial para o estudo dos determinantes do IED, foi dada por Penrose em 1956. O argumento básico de Penrose é que o IED é uma conseqüência do processo de crescimento da empresa. Ela argumenta que as empresas têm uma forte tendência para se expandir, e expansão significa diversificação da produção, assim como penetração em novos mercados internos e externos.
            A idéia de que uma empresa deve possuir algumas vantagens de modo a poder penetrar em mercados externos por meio do IED foi na realidade, a contribuição básica de Hymer em 1960. Segundo esse autor, empresas engajam-se em operações externas porque têm algumas vantagens que as empresas do país receptor do investimento não têm.
            A visão abrangente da internacionalização do capital consiste em entender o fenômeno da ET como um epifenômeno da própria dinâmica de desenvolvimento capitalista. A ET surge, então, como resultante da convergência dos processos de concentração e centralização do capital e de destruição criadora. A ET é o principal objeto da macro dinâmica capitalista, mas também é o seu principal sujeito. A ET é a grande empresa capitalista e o principal agente de realização dos processos de internacionalização da produção, concentração e centralização do capital, e de destruição criadora.
            A ET tem como característica básica o fato de ser uma grande empresa e possuir vantagens especificas. No entanto, a posse de vantagens especificas à propriedade surge como condição necessária, porém não suficiente, para explicar o movimento de internacionalização da produção em termos do seu movimento inicial, das formas assumidas, e da distribuição espacial (escolha de territórios). A “condição de suficiência” seria determinada pela interação de um conjunto de fatores locacionais específicos. Interagindo com os elementos sistêmicos e específicos às empresas (microeconômicas), os fatores locacionais aparecem como variáveis determinantes para a escolha da forma do movimento de internacionalização da produção. 
            O fato é que os próprios fatores locacionais específicos (operando no território, no espaço nacional ) dependem de fatores sistemáticos, pois eles surgem em função das necessidades de expansão do sistema capitalista em escala mundial. No caso de fatores sistêmicos que afetam os fatores locacionais específicos, o exemplo óbvio é o processo de desenvolvimento dependente dos países do Sul. Nos países do Norte, podemos destacar os gastos militares dos governos nacionais que estimulam o progresso tecnológico.
            A visão abrangente da natureza da ET procura ter um caráter histórico na medida em que aceita o fato de que a cada momento a interação de fatores econômicos, políticos, sociais e culturais define um novo conjunto de pesos específicos para as variáveis determinantes. Em conseqüência, a resultante das variáveis muda de uma forma incessante, o que nos remete a uma analise dinâmica do processo de internacionalização da produção por meio da expansão das empresas transnacionais. Em síntese, a ET é sujeito e objeto dos processos de internacionalização da produção, centralização e concentração do capital e destruição criadora. 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A Politica Ambiental


           


           A Política Ambiental é o conjunto de metas e instrumentos que visam reduzir os impactos negativos da ação antrópica – do homem – sobre o meio ambiente. Como toda política, possui justificativa para sua existência, fundamentação teórica, metas, instrumentos e prevê penalidades para aqueles que não cumprem as normas estabelecidas. Interfere nas atividades dos agentes econômicos, portanto, a maneira pela qual é estabelecida influencia as demais políticas públicas, inclusive as políticas industrial e de comércio exterior.
            A Importância da Política Ambiental tem sido crescente, principalmente nos países industrializados, e seus efeitos sobre o comércio internacional podem ser percebidos com o surgimento de barreiras não – tarrifárias.
            As matérias – primas e energia são os insumos da produção, tendo como resultados o produto final e as rejeitos industriais – fumaça, resíduos sólidos e efluentes líquidos. Como os recursos naturais utilizados nos processos industriais são finitos, e muitas vezes não – renováveis, a utilização deve ser racional a fim de que o mesmo recurso possa servir para a produção atual e também para as gerações futuras – esse é o principio de Desenvolvimento Sustentável.
            A Poluição é vista como uma externalidade negativa e a solução para o problema é que o poluidor internalize as externalidades – principio do produtor- pagador. Porque não se cria um mercado para negociar a quantidade de poluição aceitável? Essa questão foi levantada por Ronald Coase em 1960, na qual o argumentava que a solução dos problemas ambientais pode surgir por meio da livre negociação entre as partes envolvidas. A hipótese básica do argumento é que quanto maior a redução na polução, maior é o custo marginal de abatê-la e menor é o beneficio marginal para a parte afetada. 


domingo, 12 de maio de 2013

O Problema da seca no Nordeste não é a falta de água.


Mais de 250 municípios decretaram estado de emergência por conta da seca prolongada no Nordeste. O nível dos açudes está baixo, sendo que alguns já secaram. Plantações se perderam. Quem tem cisterna ou reservatório na propriedade está conseguindo garantir qualidade de vida para a família e as criações.
Dilma Rousseff tem reunião, nesta segunda (23), com governadores do Nordeste e deve tratar da seca e de medidas que serão tomadas pelo governo federal para ajudar a mitigar seus efeitos.
Tempos atrás, durante outra estiagem, fiz um ping-pong curto com João Suassuna, engenheiro agrônomo e pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco. Ele é um dos maiores especialistas na questão hídrica nordestina. Entrei em contato com ele de novo e refiz as perguntas. Pouco mudou.
Por mais que haja evaporação e açudes sequem, a região possui uma grande quantidade de água, suficiente para abastecer sua gente. Segundo Suassuna, o problema não é de falta de recursos naturais, mas de sua distribuição.

Falta água no Nordeste?

O Nordeste brasileiro é detentor do maior volume de água represado em regiões semi-áridas do mundo. São 37 bilhões de metro cúbicos, estocados em cerca de 70 mil represas. A água existe, todavia o que falta aos nordestinos é uma política coerente de distribuição desses volumes, para ao atendimento de suas necessidades básicas.

O que é o projeto de transposição do São Francisco?

O projeto do governo, remanescente de uma idéia que surgiu na época do Império, visa ao abastecimento de cerca de 12 milhões de pessoas no Nordeste Setentrional, com as águas do rio São Francisco. Ele foi idealizado para retirar as águas do rio através de dois eixos (Norte e Leste), abastecer as principais represas nordestinas e, a partir delas, as populações. Hoje, as obras estão praticamente paralisadas, com alguns trechos dos canais se estragando com o tempo, apresentando rachaduras.

Então ele é a saída para essa distribuição?

O projeto é desnecessário tendo em vista os volumes d´água existentes nas principais represas nordestinas. Da forma como o projeto foi concebido e apresentado à sociedade, com o dimensionamento dos faraônicos canais, fica clara a intenção das autoridades: será para o benefício do grande capital, principalmente os irrigantes, carcinicultores [criadores de camarão], industriais e empreiteiras.

Então, há outras alternativas para matar a sede e desenvolver a região?

A solução do abastecimento urbano foi anunciada pelo próprio governo federal, através da Agência Nacional de Águas (ANA), ao editar, em dezembro de 2006, o Atlas Nordeste de Abastecimento Urbano de água. Nesse trabalho é possível, com menos da metade dos recursos previstos na transposição, o beneficio de um número bem maior de pessoas. Ou seja, os projetos apontados pelo Atlas, com custo de cerca de R$ 3,6 bilhões, têm a real possibilidade de beneficiar 34 milhões de pessoas, em municípios com mais de 5.000 habitantes.
O meio rural, principalmente para o abastecimento das populações difusas – aquelas mais carentes em termos de acesso à água, poderá se valer das tecnologias que estão sendo difundidas pela ASA (Articulação do Semiárido), através do uso de cisternas rurais, barragens subterrâneas, barreiros, trincheiras, programa duas águas e uma terra, mandalas etc.
Enquanto isso, o orçamento do projeto de Transposição não pára de crescer. No governo Sarney, ele foi dimensionado com um único eixo e tinha um orçamento estimado em cerca de R$ 2,5 bilhões. Na gestão Fernando Henrique, ganhou mais um eixo e o orçamento pulou para R$ 4,5 bilhões. No governo Lula, saltou para R$ 6,6 bilhões. E, agora, no governo Dilma, chegou na casa dos R$ 8,3 bilhões. Como se trata de um projeto de médio a longo prazo, essa conta chegará facilmente à cifra dos R$ 20 bilhões nos próximos 25 a 30 anos.




Notas do blog:
- O governo Dilma mudou a política de apoio à construção de cisternas que vinha sendo tocada pela ASA através do projeto “Um Milhão de Cisternas para o Semiárido”. Para acelerar a produção de cisternas (gigantes caixas d’água que guardam a água da chuva), as placas de cimento foram trocadas por pré-moldados de polietileno – que podem deformar com o calor, custam mais que o dobro que os feitos com a matéria-prima anterior, não utilizam mão-de-obra local na sua confecção (não gerando renda) e tem manutenção mais complexa do que se fossem feitos de alvenaria. As organizações sociais criticaram a tomada de decisão centralizada, sem questionar quem vem executando e se beneficiando da política pública na base.
- No ano passado, a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União constataram um desvio de R$ 312 milhões em verbas do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), que poderiam estar sendo utilizadas para diminuir o impacto da estiagem deste ano.
Como disse, o problema não é de falta e sim de distribuição. De água, de decisões, de recursos. Enfim, de cidadania.


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Plano Bresser x Plano Verão – Uma análise critica do período

   O Plano surge como meio se substituir o então fracassado plano cruzado, mas se mostra ineficaz tanto quanto o plano que o deu lugar, não dando conta de estabilizar a inflação em nosso país, e cedendo lugar posteriormente ao “Plano Verão”. Em 1987  no governo de Sarney o ministro  da Fazenda Luiz Carlos Bresser Pereira, assume com a missão de controlar a inflação herdada do fracassado Plano cruzado.

    O principal objetivo do plano não era acabar com a inflação, nem com a indexação, mas evitar a sua aceleração e a hiperinflação, e para isso era necessário diminuir o déficit público que já representava uma parte considerável do PIB, pois nesta época os gastos do governo eram superiores as receitas provenientes dos impostos recolhidos no território nacional.
            
As medidas adotadas:

·        Congelamento de salários, com inflação corrigida após seis meses ao nível de 12 de julho;
·  Congelamento de preços por três meses, observando que aumentaram vários preços antes do congelamento;
·   Mudança da base do índice de Preços ao Consumidor (IPC), incorporada a inflação para não sobrecarregar o mês de julho;
·   Desvalorização do câmbio em 9,5% em ao nível de 12 de junho, sem congelamento, mas com desvalorizações suaves, e com menor ritmo;
·         Congelamento do preço de aluguéis de junho sem nenhuma compensação;
·         Manutenção dos contratos pós fixados e desvalorização mensal de 15% para os pré fixados;
·         Criação da (URP), unidade Referencial de Preços, que
corrigia os salários de três em três meses.

    Vale ressaltar que foi mantida uma política fiscal com taxa de juros positiva para incentivar a poupança. Como política de curto prazo o Plano Bresser teve êxito, inclusive conseguiu equilibrar a balança comercial, mas com o aperto nos preços, a indústria se sentiu desestimulada a produzir por conta do aumentos nos custos.O desequilíbrio de preços fez com que a inflação voltasse novamente, pois as pressões das classes trabalhadora e industrial que resultou em ganhos de reajustes para várias categorias começando pelos funcionários do governo e se espalhou para todas as classes.

     E em dezembro de 1987, o plano não conseguiu controlar mais o déficit público, apesar de ser este seu objetivo principal.Impossibilitado de tocar a política monetária em virtude de interesses contrários do governo Sarney, não o permitindo manter a austeridade fiscal, Bresser pede demissão e assume o Ministro Maílson da Nóbrega que já inicia
propondo uma política econômica sem medidas drásticas, tenta conviver com a inflação fazendo ajustes localizados, essa política foi denominada de "Feijão com Arroz", a qual deveria evitar a hiperinflação. Porém em 1988 a inflação chega a 933% e o governo lança mais um plano econômico.
     E em 15 de janeiro de 1989, Plano Verão determina o corte de três zeros; criando o "Cruzado Novo" mais um congelamento de preços é extinta a correção monetária e o plano propõe a privatização de algumas estatais e cortes nos gastos públicos, onde os funcionários contratados nos últimos cinco anos seriam exonerados. Os cortes não aconteceram ficaram somente no papel. O governo não realizou nenhum ajuste fiscal, as discussões no congresso sobre o período do mandato de presidente impediram qualquer tentativa de medidas mais austeras

    O Plano Verão vira estatística que passa a preencher o rol de planos econômicos desastroso do período. Em dezembro do mesmo ano a inflação atingiu 53,55%. E de 1989 a 1990, a inflação chega a marca de 2.751%.a.a.

          

Material de Apoio


ECONOMIA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA - A Saga dos Planos Heterodoxos: A economia Brasileira de 1985 a 1994. Cap. 17
http://www.docstoc.com/docs/4284448/Plano-Ver%C3%A3o. Acessado em 19/07/2011.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Efeito da energia mais barata na inflação será 'significativo' - diz BC


O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, avaliou nesta quarta-feira (12), durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, a redução do custo da energia elétrica em 2013, anunciada pelo governo, terá efeito "significativo" e "expressivo" sobre a inflação. Entretanto, não citou números, dizendo que o detalhamento será feito somente no relatório de inflação, marcado para o fim de setembro.

A redução do preço da energia elétrica, segundo o governo, será resultado de cortes em encargos embutidos na conta de luz e da renovação de contratos de concessão. A queda na tarifa de energia elétrica para a alta tensão, ou seja, grandes empresas consumidoras, vai variar de 19,7% a 28%. Para o consumidor residencial, a queda no custo de energia vai ser de 16,2% a partir de 2013.

Nesta terça-feira (11), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que espera um impacto de 0,5 ponto percentual a um ponto percentual na inflação de 2013. "Calculando também os impactos indiretos. Isso é muito importante para 2013. As medidas que estão sendo tomadas, todas elas vão estimular investimentos, vão estimular o consumo, e, com isso, o Brasil vai ser um dos poucos países no mundo, no ano que vem, que vai crescer mais do que 4%", disse o ministro na ocasião.

Corte de Encargos

Segundo informações do governo, serão eliminados da conta de luz dois dos encargos setoriais incidentes: a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e a Reserva Geral de Reversão (RGR). Já a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) será reduzida a 25% de seu valor atual. Em 2011, foram arrecadados R$ 5,571 bilhões com a CCC e outros R$ 2 bilhões com a RGR. Já com a CDE, foram arrecadados R$ 3,313 bilhões.

Criada na década de 1970, a CCC é usada para custear o combustível usado por usinas termelétricas para gerar energia na região Norte do país, onde o sistema elétrico não está integrado ao resto do país. O valor do encargo é calculado a partir da diferença entre os custos para gerar energia nos sistemas integrado e isolados, e a cobrança é rateada entre todos os consumidores do país.

A Reserva Global de Reversão (RGR), por sua vez, tem como finalidade financiar a expansão e a melhoria dos serviços de energia elétrica. O valor é calculado sobre os investimentos feitos por cada concessionária e administrado pela Eletrobrás.

Já a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que teve seu valor reduzido a 25% do atual, é usada para subsidiar as tarifas de energia dos consumidores de baixa renda e o programa Luz para Todos. O custo é rateado entre todos os consumidores atentidos pelo Sistema Interligado Nacional, e o valor das cotas é calculad pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Fonte: G1. Acessado em 12/09/2012

domingo, 9 de setembro de 2012

O Nordeste Brasileiro: contraponto inacabado da acumulação


"Em muitos casos, a raiva contra o subdesenvolvimento é profissional. Uns morrem de fome, outros vivem dela, com generosa abundância.”


(Nelson Rodrigues)

Com a criação da Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste) em 1959 com a implantação de um projeto de combate aos males que assola a população nordestina. Embora as mudanças ocorridas, sobretudo de natureza urbano-industrial, constata-se a pertinácia da pobreza e acintosas desigualdades sociais, submetendo vastos contingentes populacionais, conformando uma espécie de institucionalização da marginalização econômica e da alienação social.

Em 2002, segundo dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), deduziu-se que das pessoas de 10 anos e mais, com rendimentos, 48,24% recebem até um salário mínimo e se apropriam, tão somente, de 14,83 % da renda total auferida por aquele segmento populacional. Por outra lado, considerando-se os rendimentos superiores a 20 salários, que representam apenas 1,34% do total de pessoas, que se apropriam de 19,05% da renda total. O rendimento médio mensal deste último segmento é nada menos que 36,6 vezes maior que o do primeiro. Este quadro de disparidade de renda revela um índice de Gini da ordem de 0,582 e, ainda mais, admitindo-se uma linha de pobreza igual a um salário mínimo vigente no período de referência da pesquisa R$ 200,00, temos que 48,97% dessas pessoas têm renda abaixo da mesma, expressando um hiato de pobreza igual a 22,69% de acordo com o Banco Mundial (2004).

Pesquisa realizadas em 2004 mostram o perfil da população economicamente ativa (PEA), 42,42% recebem no máximo um salário mínimo, 25,5 % estão em situação de subemprego, 25,5% são pessoas não remuneradas. Os analfabetos funcionais, ou seja aqueles que não possuem instrução formal ou têm menos de um ano de estudos representam 24,95% da população. É possível que 10,0 milhões de pessoas constituintes da força de trabalho nordestina se encontram exercendo ocupações que apenas permitem a sobrevivência nos limites possíveis da resistência humana, numa situação inconcebível de marginalização social, tendo-se em conta a modernização ocorrida no Brasil e no Nordeste, em particular nos últimos cinquenta anos. (Ferreira, 2002)

A questão da seca e do excesso de mão de obra nordestina não é um problema de hoje é algo que vem sendo discutido há muito tempo, o próprio estado tem buscado soluções para acabar com esse entrave que assola a região. No entanto as alternativas tem se mostrado ineficientes e a cada ano que passa a triste realidade não muda, na TV os noticiários relatam episódios semelhantes (escassez de recursos hídricos, queimadas, fome, pragas na plantação, perca da colheita). A questão não é o desconhecimento do problema, talvez seja o descaso, culpa de uma ideologia fatalista propagada pelas elites beneficiadora da situação vigente, seja pelo poder da dominação de um povo através de relações clientelistas que mantém até os tempos atuais figuras típicas de um nordeste ainda colonial, como o conhecido coronel e seus currais.

O processo de industrialização iniciado no Brasil à partir de 1930, moldou um “novo” Brasil a crise de 29 contribuiu de certa forma a implantação de uma nova dinâmica que deixava de lado o histórico manufatureiro brasileiro e obrigava- o a dar espaço a uma nova fase que tem como centro o setor industrial. Essas transformações privilegiaram beneficiaram alguns regiões, e em maior escolas, aquelas que já possuíam estrutura para desenvolver a reprodução ampliada do capital, como foi o caso da região Sudeste. Por causa desse fator a região Nordeste pode sair à frente das demais, principalmente do Nordeste que estava mergulhado em um Estado de semi-estagnação econômica, política e social.

A industrialização tardia no nordeste se deu por conta da falta de estrutura física da região. A relação de exploração capital humano, a predominância da agricultura de subsistência, tornava cada ainda mais distante a ideia de industrialização. Segundo Ferreira, foi o não interesse imediato por modificações estruturais nas relações produtivas que implicassem melhorias nas condições de trabalho, e consequentemente, em aumentos de produtividade, em grande medida, se fundamentava na existência de grande disponibilidade de terras cultiváveis que possibilitava sistemática expansão da fronteira agrícola. Além da baixa tecnologia utilizada para o cultivo, o êxodo rural foi decisivo para as pressões salariais.

É nesse contexto que estar inserida os fundamentos da desigualdades sociais entre as regiões.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

terça-feira, 19 de junho de 2012

Dinheiro tornou-se um vício


O bengalês Muhammad Yunus, conhecido como ‘banqueiro dos pobres’ e Nobel da Paz em 2006, afirmou nesta terça-feira (19) que o mundo dos negócios não pode ser focado somente na “maximização dos lucros” e que os chamados “negócios sociais” podem representar uma grande força para resolver os problemas globais.

“Dinheiro tornou-se um vício. Mas fazer dinheiro é simplesmente um meio e não um fim”, afirmou durante o Rio+Social o fundador do maior banco do microcrédito do mundo. Yunus fundou o Graeem Bank em 1983 e, com essa instituição, já concedeu créditos para mais de 8 milhões de bengaleses, em sua maioria, mulheres.

Segundo ele, os negócios focados 100% no lucro podem mudar e também ter uma parte das atividades voltadas para o social para darem também algum retorno para a sociedade.

"A questão-chave não é maximizar lucros com o banco ou não, mas investir no próprio banco e não nos donos dele", afirmou Muhammad Yunus.

O Nobel considerou a Rio+20 como uma oportunidade de inspiração para renovar promessas e, se possível, mudar o mundo.

O Rio+Social discute o uso da tecnologia, mídia digital e ações sociais para ajudar a desenvolver soluções sustentáveis para enfrentar os maiores problemas do planeta.

Yunus compara as redes sociais como um rio que corre em direção a uma cachoeira. “Quando mais fluxo, melhor”, disse.
O Rio+Social  reuniu nesta terça-feira personalidades como Ted Turner, magnata da mídia e fundador da CNN; Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile e atual diretora executiva da ONU Mulheres, e o britânico Rihard Branson, fundador do Virgin Group, que comandou uma mesa de debates sobre inovação.
Branson, que investe em áreas como turismo espacial, afirmou que o seu grupo está sempre pesquisando oportunidades de negócios em tecnologias inovadoras e que está avaliando novas oportunidades relacionadas a oceanos. Questionado por jornalistas se estaria de olho em oportunidades de negócios sustentáveis no Rio, disse apenas: "Acabei de chegar".

Fonte: G1 em  19/06/2012

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Entre as velhas e as novas “caras” na política local: mudança ou permanência na próxima eleição?





Política parece ser um tema que, cotidianamente, não chama muito a atenção da população em geral, mas em véspera de eleição desperta-se o interesse pelo tema de tal forma que parte significativa do eleitorado se manifesta com veemência em favor de um ou de outro grupo político, semelhante as práticas das torcidas de futebol...
Aproveitando essa atmosfera que começa a ser formada e trago uma reflexão que julgo importante. Trata-se da questão que envolve a escolha dos mesmos políticos ou de novos nomes que surgem, o que convencionalmente chamamos de “novas e velhas caras”.
Comumente afirma-se que
é saudável à democracia uma alternância no poder (da administração ou da legislatura). As vezes tal afirmação vem carregada de um desejo de mudanças estruturais na política local, o que não garantirá melhorias. Grosso modo, existe uma interpretação de que um “nova cara” estaria ligada a uma nova forma de governar ou legislar e, “velhas caras” sendo entendidas como sinônimo de continuidade das antigas práticas. Certamente esta interpretação é ingênua. As “velhas” ou as “novas” caras não estão correlacionadas ao modelo de gestão e legislatura, não podendo ser associada à mudanças ou  à permanências. “Novas caras” não garante que novas práticas serão postas em práticas, uma vez que, estas “novas caras” podem está inseridas em um grupo realizador de velhas práticas; assim como, “velhas caras” podem se abrir para novas práticas. Certamente este último é menos recorrente.
Outro problema que merece atenção é que a suposta “nova cara” pode não ser fruto de um novo grupo. A suposta “nova cara” pode ser apenas o “testa de ferro” do grupo tradicional. Uma verdadeira “nova cara” não significa necessariamente um candidato desconhecido do meio social, mas um indivíduo nunca inserido no poder e representante de um grupo, outrora não representado. De outra forma, “velha cara” pode se desvincular do grupo que tradicionalmente detém o poder e passar a representar novos interesses e caminhar rumo à mudanças significativas.
Posto isto, quero chamar a atenção para o fato de que a alternância no poder e a possível mudança na gestão ou na legislatura não está necessariamente ligada ao candidato, mas ao grupo que este está vinculado. Em outras palavras, se o eleitor deseja mudanças deverá escolher um candidato que está vinculado com grupos comprometidos com transformações “desejáveis”. É importante estar atento que mudanças não são sinônimas de melhorias.
Quanto a alternância no poder, não existe necessariamente relação causal com a saúde da democracia ou ao maior desempenho dos que estariam alternando-se no poder. A saúde da democracia depende mais da disputa do que da alternância. Ou seja, o grupo que detém o poder político deve se sentir ameaçado por outros grupos. A ameaça de perda do poder funciona como estímulo à melhoria de seus trabalhos de gestão, administração, fiscalização e de legislatura. O importante é existir oposições (no plural) que tenham reais chances de conquistarem o poder político.
Como exemplo, notamos o fato noticiado por alguns meios de comunicação referente a constante ausência de muitos dos vereadores de Piúma nas sessões da Câmara. Essa prática aponta para duas possibilidades: 1. estariam esses vereadores tão confiantes na reeleição que desprezam a necessidade de desempenhar sua função real e; 2. não estão desejosos de continuar na legislatura. Acredito que a primeira possibilidade parece se enquadrar melhor à realidade piumense. Mas, por que tamanha confiança e, consequentemente, relaxamento? Essa situação está ligada a falta de uma ameaça concreta, contundente e presente da oposição e da certeza (pelo menos assim indicam suas atitudes) de que a população não quer mudanças de “caras”, ou pelo menos, não age para efetiva-la.
Para aqueles que acreditam que mudanças são necessárias, afirmo que precisamos de “verdadeiras caras novas” (“novas caras” desvinculadas aos “velhos grupos”), mesmo que suas propostas não sejam contundentes, ainda que não representem efetivamente os grupos de outrora não representados, mas, na pior das hipóteses, terão mais opções de voto e as “velhas caras” se sentirão ameaçadas. Quem sabe estes não resolvem realizar de forma efetiva seu papel real, ou ainda, quem sabe a população não os aposentam, já que “envelheceram”... Isto é apenas uma questão de escolha e o período mais propício para isso se aproxima.

Cristiano das Neves Bodart, mestre em Planejamento Regional e Gestão de Cidades/UCAM e doutorando em Sociologia na Universidade de São Paulo/USP.

Fonte: Jornal Espirito Santo Notícias - nº 17, 2º quinzena 06/06/2012

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Que a tal da monografia tem me tirado o resto de juízo que ainda me resta...
Precisando URGENTEMENTE resolver tantos "embaraços"
.... E eis a dúvida: Economia Solidária ou Mercado de Trabalho ???

Vidaaaaa......
Luz, podendo já pode descer!!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A origem da Moeda





Com a revolução agrícola e conseqüentemente a divisão social e especialização do trabalho, as trocas que antes eram feitas através da troca direta (escambo) que tinha como característica a dupla coincidência, passou por uma grande revolução, adotando bens econômicos como intermediário de troca, porém esses bens que serviam como intermediários de troca tenham que ter características que o promovesse a tal finalidade como: aceitação geral por parte da sociedade, conversibilidade entre outros. De inicio as mercadorias deveriam ter valor de uso, ou seja, deveriam ser útil. Sendo este comum e geral passavam a ter valor de troca, ambos acabavam por confundir-se. Assim o valor de uso servia como garantia para o valor de troca facilitando nas transações.

A maior parte das moedas-mercadorias não preenchiam as características essenciais da moeda. A utilização de metais possibilitou a cunhagem, por meio do qual se verifica seu peso e se garantia sua circulação além da possibilidade de cobranças de impostos (senhoriagem) pelo Estado. A progressiva substituição de metais não nobres pelo ouro e pela prata (em geral definidos como metais monetários por excelência) decorreu fundamentalmente dessas razões. Além de atenderem de forma mais satisfatória as funções principais da moeda, esses dois metais preciosos possuem características intrínsecas que se ajustam de modo mais perfeito, comparativamente a quaisquer outra mercadoria, ás características essenciais que a moeda deve preencher.

Com o aumento das atividades econômicas e conseqüentemente maior número de transações econômicas as moedas metálicas tornam-se inconvenientes devido as dificuldades de transporte de grandes valores e riscos de roubo. Ademais, as relações comerciais só poderiam se desenvolver se caso houvesse a criação de uma moeda mais flexível. E foi após o renascimento, os comerciantes, forçados por essas circunstâncias, passaram a recorrer as casas de custódia que poderiam guardar, sob garantia metais monetários e outros valores a difusão dessa forma de moeda pode-se dar por conta das relações comerciais entre as cidades italianas e região de Flandres por meio das chamadas Feiras de Champagne.

domingo, 15 de maio de 2011

Não escondo que Micro I e II foram terríveis, noites sem dormir, dedicação total e incompreensão imensa... Não quero culpar professores, mas não entendo de onde veio tanto pavor e notas baixas. A Micro III já me preocupava antes mesmo de começar o semestre, mais eis que tudo mudaaaaa, tô amando a disciplina, adorando... apaixonada!

domingo, 1 de maio de 2011

Para estudiosos, Política não deve ser vista como profissão


“Tem que mostrar serviço”. A exigência, tão comum na cobrança popular sobre a atuação dos representantes políticos escolhidos democraticamente, talvez não se encaixe no fundamento das atividades dos prefeitos, governadores, presidentes, parlamentares. E ser político não é profissão, não é classe trabalhadora e sua remuneração não se encaixa nos moldes capitalistas de geração de renda. Esta é uma visão de especialistas na área, que apontam que tal modelo tende a assegurar a participação plural e o caráter temporário da função.

O cientista político Josênio Parente observa que seria inadequada uma

comparação dos políticos com a classe trabalhadora, devendo a função dos políticos ser sempre representativa e não prestadora de serviços. A visão deturpada, inclusive, estaria ocupando cada vez mais espaço na interpretação e na prática política, o que, para ele, é hoje um debate primordial para a reforma política que toma forma no Congresso Nacional.


O sociólogo Valmir Lopes destaca que o político profissional foi sendo criado ao longo da história. “Tanto que, no passado, o mandato não era remunerado. O salário foi (implementado) somente no século XX”, aponta. A atribuição financeira aos políticos, afirma Lopes, trouxe junto a possibilidade de pessoas de menor poder aquisitivo também se candidatarem. “Antes disso, somente membros da elite poderiam ser membros do Parlamento”, explica.


No Ceará

No Ceará, a maioria dos políticos acumulam trabalho político-partidário com o trabalho profissional. O vereador que ocupa há mais tempo uma cadeira na Câmara Municipal de Fortaleza, Iraguassú Teixeira (PDT), por exemplo, acumula as funções de médico e parlamentar municipal desde 1988. Ele diz, por exemplo, que foi a própria atuação profissional que o encaminhou para a militância política. “Eu, como médico, já sou político. Sempre fui um crítico do sistema de saúde”, afirma o parlamentar.

Sessões plenárias, encontros com eleitores, eventos em comunidades, elaboração de matérias e mais as atividades do partido casam, muito bem, para ele, com os atendimentos médicos em seu consultório particular e em postos do sistema de saúde pública onde atua.


O pedetista nota que os projetos de lei, umas das principais produções dos parlamentares, surgiriam, justamente, de provocações por meio da circulação dos representantes políticos por outros espaços.



O quê

ENTENDA A NOTÍCIA
A atuação política pode até não ser formalmente considerada uma profissão. Entretanto, não faltam pessoas que fazem dela uma carreira, seja apenas para suprir interesses pessoais, seja para atender às demandas sociais.

PROFISSÕES NO CE
Bancada federal, Câmara Municipal e Assembleia Legislativa
Advogado: 12; médico: 24; professor: 8; engenheiro: 6; jornalista: 3; administrador: 3; agropecuarista: 1; auditor fiscal: 1; cientista político: 1; cirurgião dentista: 1; comerciante: 4; comerciário: 1; economista: 3, estudante, filósofo: 1; fisioterapeuta ocupacional: 1; industrial: 1; padre: 1; pedagogo: 2; psicólogo: 2; empresário: 12; educadora popular: 1; agropecuarista: 2; técnico em contabilidade: 2; servidor público: 2; pastor: 2; conselheiro tutelar: 1; técnico em agronomia: 1; contador: 1; universitário: 1; vendedor: 1; administrador: 3; engenheiro agrônomo: 2; delegado: 1; radialista: 4; fisioterapeuta: 1; geólogo: 1; enfermeira: 1



Fonte: Jornal o Povo

sábado, 23 de abril de 2011

Piscicultura gera emprego em Quixelô-CE


Depois de experiências exitosas de criação de tilápia em tanques-redes em Orós, Várzea Alegre e Lavras da Mangabeira, chegou a vez deste Município, localizado na região Centro-Sul, colher os frutos de três projetos de piscicultura que foram implantados em 2010. A atividade está em expansão, gera emprego no sertão e amplia a renda familiar do sertanejo.

Os projetos foram implantados nas localidades de Ilha Grande, Boa Vista e Jequi, em águas da bacia do Açude Orós, beneficiando 44 famílias. O clima entre os antigos pescadores artesanais, que agora são produtores de tilápia em cativeiro, é de contentamento e disposição para o trabalho.

Diariamente, eles acompanham 340 gaiolas em produção. De acordo com dados da Secretaria de Agricultura do Município, desde outubro passado que mensalmente são produzidas 10 toneladas em cada projeto. Em média, cada unidade do pescado pesa 750 gramas. O peso é ideal e abre as portas do mercado consumidor na região e também em Fortaleza.

A renda média mensal das famílias beneficiadas com a atividade é de R$ 500,00. "Todos estão satisfeitos e os projetos já estão em expansão", anunciou a secretária de Agricultura do Município, Marta Rocha. "Até o fim deste ano vamos dobrar a produção e o número de pessoas atendidas no projeto". Outras comunidades a serem atendidas são Córrego e Vassouras.

Nesta semana, foram coletados 25 mil quilos de pescado. Houve festa e mobilização nas três comunidades. "É um projeto que está dando certo", comemorou a presidente da Associação dos Aquicultores de Quixelô, Gessilene Josino de Araújo. O aumento do consumo de pescado na Semana Santa contribuiu para a venda de todo o estoque de tilápia nas gaiolas.

O projeto de piscicultura foi financiado pelo Banco do Brasil, por meio do programa de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS), com recursos oriundos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os produtores dispõem de dois anos de carência e cinco anos para liquidarem o financiamento. A parcela anual é de R$ 27 mil.

A ação faz parte do plano de desenvolvimento do Município, implantado na administração atual. "Temos projetos produtivos de piscicultura e frutíferas que estão caminhando com sucesso, gerando emprego e renda no campo", frisou o prefeito Gilson de Souza. "O nosso esforço é para ampliar a produção e retirar o atravessador da intermediação das vendas".

Uma equipe do Projeto São José, do Governo do Estado, visitou esta semana as três comunidades produtoras de tilápia em cativeiro. O Município apresentou a necessidade de ampliação dos projetos a partir da aquisição de uma fábrica de gelo, de unidade de beneficiamento, câmara frigorífica, de estocagem e de um veículo utilitário para o transporte e comercialização do pescado.

A ideia é agregar valor ao produto. Além da venda do pescado "in natura", serão produzidos filés, bolinhas, linguiças e outros derivados. "Com essas ações, a renda das famílias produtoras vai aumentar", prevê Marta Rocha. "A nossa expectativa é de crescimento". Os grupos também vendem o pescado para a merenda escolar por meio de programa de apoio à agricultura familiar.

Fonte: Diário do Nordeste

sexta-feira, 22 de abril de 2011

"A água é o princípio de todas as coisas." (Tales de Mileto).


E Talles não estava enganado... mas quanto a nós humanos de que forma utilizamos esse bem tão precioso? Se bem pararmos para pensar a água está em tudo ela é essencial para vida dos seres humanos. Mas não a usamos bem somos tomados pela ignorância e lavamos calçadas, exageramos nos banhos, não cuidamos de vazamentos, sem contar na poluição jogamos latinhas que demoraram anos para se decompor, plástico, vidro, etc. Até onde o homem é um ser racional? Precisaria então de um dia para conscientizar tal bicho? (o bicho homem).


Dia 22 de Março - Dia da Conscientização do Uso da Água