domingo, 24 de outubro de 2010

Rousseau


Para Rousseau existe uma condição natural de felicidade, de virtude e de liberdade dos homens que é destruída pela civilização. A Civilização é que pertuba as relações humanas, que viola a humanidade, pois os homens nascem livres e iguais, mas em todo lugar estão acorrentados. Os homens não nascem livres e nem iguais, só tornam-se assim através do processo político. Rousseau enfatiza que o homem não pode renunciar a esses bens essenciais de sua condição humana natural: a liberdade e a Igualdade.

Estes objetivos é que são bases de construção de uma sociedade.Diferente de outros autores para Rousseau o “Contrato”, “Acordo”, só constitui o estado e a sociedade, o qual devem servir à plena expansão da personalidade do individuo.

A sociedade, o povo, nunca perde sua soberania, a qual pertence ao povo, e só ao povo. Portanto o homem nunca deve criar um estado distinto ou separado de si mesmo. O único órgão soberano é a “Assembléia”( é nela que se expressa a soberania, a Assembléia que é constituída pelo povo.).

O homem só é livre se for igual: assim que surgir uma desiguldade entre os homens ACABA-SE a liberdade. Rousseau refere-se a igualdade perante a lei, a igualdade jurídica, mas também chega a compreender que existe um problema de desigualdade econômica e social.

Emannuel Kant


Kant afirma explicitamente, diferente de Locke que a Soberania pertence ao povo, o que já é um princípio democrático. Para ele existem os Cidadãos Independentes que são aqueles que exprimem a opinião política, que podem decidir a política do Estado, são cidadãos que não dependem dos outros, são os proprietários que tem direito a voto. E os Cidadãos Dependentes que não tem opinião dependente, são os servos de fazendas, aprendizes de oficinas artesanais que não podem votar e nem serem eleitos.

Após afirmar que a Soberania pertence ao povo, na realidade nega ao povo o efetivo exercício da soberania, restringindo-se a somente parte do povo.Toda lei é sagrada, inviolável, o direito da propriedade, de liberdade.

Na prática o direito de Liberdade só é gozado por quem tem recursos suficientes para usufruir da mesma, ou seja só é livre os proprietários de terra e/ou riquezas.

John Locke


Jurista, fundador do empirismo filosófico e teórico da revolução liberal inglesa. Acreditava que a condução do Estado se daria através do Parlamentarismo (Normas e Direitos de Parlamento). Na década de 1670 surgira o “Habbeas Corpus” que dificultava a prisão sem denúncias e provas bem definidas.

O homem no estado natural está plenamente livre, mas sente a necessidade de colocar limites a sua própria liberdade a fim de garantir o direito de propriedade.Assim como em Hobbes o Estado se dá através de um Contrato no qual os homens se unem em sociedades políticas e submetem-se a um governo com o intuito de conservar a propriedade. No entanto esse acordo poderá ser quebrado a qualquer momento, como qualquer contrato.

O Estado é soberano, mas sua autoridade ocorre somente pela constituição do contrato jurídico. Locke distingue sociedade política e sociedade civil, entre sociedade pública e privada, pois todos os direitos de propriedade são exercidas na sociedade civil e o Estado deve intervir. Logo caberá ao Estado garantir e tutelar o livre exercício da propriedade.

Thomas Hobbes


Filósofo Inglês , autor de o Leviatã. Sua teoria sobre o Estado é a seguinte: Os homens vivem no Estado natural, como animais, eles se jogam uns contra os outros pelo desejo de poder, de riquezas, de propriedades. Os homens são lobos uns para com os outros, se destroem. A partir disso criam um contrato, pois percebem a necessidade de entrarem em um acordo. Esse contrato, que já é em si a teoria de Hobbes sobre o Estado servirá para frear os lobos, evitando assim a destruição mútua.A noção do Estado como Contrato revela o caráter mercantil, comercial das relações burguesas. Os homens estabelecem as restrições em que vivem dentro do Estado, com a finalidade de conservação da espécie.Hobbes descreve a natureza dos homens de sua época, o surgimento da burguesia, a formação do mercado, a luta, a crueldade que o caracterizam.

Jean Bodin


Um dos proeminentes defensores do Estado Moderno, ele é o primeiro a teorizar sobre o assunto já que Maquiavel nos oferece apenas uma teoria realista sendo ainda o primeiro a considerar a política de maneira cientifica, critica e experimental, porém o mesmo peca em não oferecer uma teoria do Estado Moderno. Teoriza o estado Unitário o da França. Escreve em 1576 a República.

Jurista Francês, envolve-se com religião deixando-o conhecido como “procurador do Diabo”. Dedica boa parte da sua reflexão política à autonomia e soberania do Estado Moderno. O Monarca interpreta as leis divinas, mas possui autonomia para exercê-las ou seja não depende das vontades do papa.

O Estado é constituído essencialmente pelo PODER, nem Território, nem o povo são capazes de definir o Estado *

A Soberania é a Pedra Angular de toda a Estrutura do qual as leis, os magistrados e todo o povo está subordinado. Essa Soberania para Bodin é a verdadeira ligação que transforma as famílias, os grupos separados dentre outros, num corpo perfeito. O Estado é o poder Absoluto, é a coesão de todos os elementos da sociedade.

Segundo Enciclopédia Treccani: “ No Estado estão presentes três elementos: poder político, povo e território.”

quarta-feira, 20 de outubro de 2010



Impulsionada por Maquiavel e Rousseau e suas teorias sobre o estado, me vi envolvida com filosofia. Declaro aqui aberto seqüências de post's...

sábado, 9 de outubro de 2010

Atentos ao dinheiro Público

Casos de corrupção tem se tornado normais. Ora ou outra cruzamos com políticos que até pouco tempo atrás não tinha nem onde cair morto e assim não mais que de repente aparecem em um luxuoso carro, fazendas, festas e viagens. A familia de uma hora pra outra muda de bairro e trocam as bicicletas por carros do ano. A gente nunca entende, afinal de onde vem tanto dinheiro. Mega-sena não foi...
Pois é, farra com nosso dinheiro, uso indevido dos recursos públicos. Falta rémedio no posto, não temos médicos na cidade, ruas esburacadas, salários atrasados, são esses os primeiros sinais. O que fazer pra que a população que é tão pobre e sem informação tome providências. Vejo que existem falhas ainda no sistema e nos tribunais que de forma generosa avisa aos gestores: "Ei tô chegando, arruma tudo ai."
Se eu tiver exagerado, tudo bem...
Mas acho que tem coisas que ainda correm solto. São soluções simples e que não precisa procurar em livros...

Pense nisso!

domingo, 19 de setembro de 2010

A Política como mera profissão


A população anda descrente das instituições políticas, é crescente a despolitização. Daqui a exatamente 15 dias estaremos escolhendo novos representantes, mas o que se pode observar quanto a classe de deputados é a população ainda indecisa, você já escolheu o seu? Eu também não! Desconheço sua utilidade é que ao longo da história os conceitos se perderam e no cenário político nacional está tudo bagunçado.

A ausência de controle social dos eleitos e seu descompromisso com as promessas de campanha só tendem a reforçar a idéia da inexistência de diferenças substanciais que há entre os partidos políticos e aumentar a frustração com a democracia representativa e as instituições políticas tradicionais. Como não se ver mudanças o sentido da campanha eleitoral e do voto se reduz a uma mera escolha de candidatos a um cargo político que, cada vez mais tender a ser identificado como profissão.

Quanto ao contexto socioeconômico da sociedade capitalista, vivemos situações que nos reforça a idéia de que tudo é comercializável até o voto. O que se pode observar é que a representação parlamentar vem segundo a lógica de uma mera profissão. Diante de um cenário que engole a perspectiva revolucionária e o que resta a muitos parlamentares é a sua adequação a estrutura vigente, onde o objetivo é permanecer nessa atividade, para evitar que os outros o façam ou pelo simples fato de não terem mais profissão no mundo da produção.

À população resta assistir a um espetáculo em que a consciência política que movia militantes e dava sentido a representação política é dispensada pelo marketing em nome de uma eficiência eleitoral onde a política se resume a mera profissão.

Leis da Força da Física Política

Da Política Externa

O Príncipe novo deverá estar atento as intenções de seus vizinhos e é preciso ser leão e raposa. Pois sendo leão ele não verá as armadilhas e sendo apenas raposa não teria força para combater contra os lobos, afinal a selva está cheia de lobos. E assim formula as leis da força da FISICA DA POLITICA.

Leis da Força da Física Política

· Lei da Conservação: Lei egoísta que é valida tanto para o estado como para tudo que vive, mas que no caso do Estado, “se amplia e se reveste de um caráter quase sagrado”.

· Lei da Concorrência Vital: Em um mundo dividido em estados distintos essa lei deriva da anterior, neste caso força e austacia se combinam em doses adequadas.

· Força: O Príncipe deverá possuir forças suficientes, isto é, boas armas. Esta inspirou os exércitos nacionais:

“Nada mais verdadeiro do que isto. Se não se encontram soldados onde se encontram homens, a culpa não cabe nem à natureza nem a situação, mas ao príncipe (...) Os guerreiros (nascem) por toda a parte onde há chefes capazes de formá-los”

· Aústacia: Na vida privada de nada vale, mas na guerra é fundamental. Sendo os homens como são seria tolice guardar a fé jurada quando essa vem a prejudicar o príncipe. É bom enfeitar-se com as amáveis cores da lealdade e demonstrar que o agressor, o velhaco, o injusto, o violador da fé jurada é o outro, é o inimigo, o de ontem, de hoje ou de amanhã.


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Religião e Maquiavel



Maquiavel não aprecia o Cristianismo e faz criticas fortes. A religião é serva da política, está ligada ao estado diferente do culto divino que é menosprezado por Maquiavel, pois este prepara a corrupção e ruína do estado.Não importará se os governantes não cressem nessa religião, caberá a eles simplesmente manipular convenientemente oráculos.

Critica a religião que enaltece os humildes, não revidam a bofetadas em busca de um paraíso esse são prezas fáceis, povo débil e alienados na religião.Considera o estado soberano, a única religião.

domingo, 12 de setembro de 2010

Recado aos jovens futuros economistas



As personalidades listadas a seguir têm algo em comum - Alan Greenspan (ex-presidente do Banco Central americano), Peter Druker (guru da Administração), Philip Kotler (guru dos Negócios Empresariais), Kofi Anan (ex-Secretário Geral da ONU), Mick Jagger (cantor), Arnold Schwarzenegger (ator e governador da Califórnia), Ivan Zurita (presidente da Nestlé), Roger Agneli (presidente da Vale) e Bernardinho (técnico de vôlei da seleção brasileira) - todos, sem exceção, passaram por uma faculdade de Economia.

Apesar de não exercerem a profissão de economista, estas personalidades, certamente, utilizaram e ainda utilizam os conceitos da ciência econômica em suas vidas profissionais ou mesmo pessoais.

Qual o motivo de comentarmos isso? Durante os últimos anos tem-se falado de maneira generalizada em Economia (enquanto ciência), principalmente em alguns dos conceitos que envolvem este ramo do conhecimento.

Atualmente, percebe-se uma tendência em discutir conceitos econômicos na sociedade. Muito se fala, por exemplo, na importância da educação financeira. Nesse pormenor, já há estudos que apontam para a viabilidade de inserir conceitos sobre educação financeira na grade curricular do ensino médio. Nesta mesma linha, é comum vermos e ouvirmos em programas de TV e rádio alguém se dedicar aos assuntos do universo da Economia. Não por acaso, sempre aparecem especialistas no assunto, apresentando-se em tom de conselhos.

Diante disto, uma pergunta se apresenta como pertinente: Como explicar a diminuição de demanda de estudantes pelo curso de Economia no Brasil, e em alguns outros lugares do mundo? A Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Economia (Ange) aponta para essa diminuição desde a década de 1980. Corrobora para isso os dados apresentados pelo Censo da Educação Superior Brasileira do Ministério da Educação (MEC) mostrando que somente 3,2% do total de matrículas, no Brasil, são do curso de Economia. Nos Estados brasileiros, há uma tendência dramática de diminuição de vagas preenchida para a graduação em Economia, quer seja em instituição privada ou nas universidades públicas e federais.

Conquanto, a pergunta permanece: Como explicar essa dicotomia entre se falar e mesmo estudar Economia no dia a dia?

Uma das razões disso, talvez, seja por que os próprios economistas pecam ao se apresentarem em tons demasiadamente teóricos; pouco compreensíveis, portanto, para os não familiarizados com os jargões econômicos. Não por acaso, nós economistas, “inventamos” até mesmo um linguajar complexo e sofisticado ("economês") na tentativa de explicar os fatos. É a linguagem tecnicista e rebarbativa, sibilina por conceito, que mais atrapalha que ajuda as pessoas a bem compreenderem o universo econômico.

Para complicar ainda mais a pouca compreensão do público em geral, nós economistas acreditamos piamente no uso de modelos matemáticos para explicar quase tudo, como se as relações sociais e econômicas fossem previsivelmente exatas e como se a vida de todos nós se resumisse a números, taxas e índices. Ora, isto mostra a frieza de uma ciência que, ao contrário, tem um lado de estudo muito humano, voltado a entender a sociedade em suas múltiplas manifestações, principalmente no aspecto social.

No entanto, ao insistirmos em teorizar de forma estritamente acadêmica e por vezes, pouco popular, criamos com isso uma espécie de ranço na aceitação social que prejudica, sobremaneira, a imagem do profissional economista. Não raro, esses profissionais são muitas vezes vistos como arautos do apocalipse; ou o que é pior: de estimuladores e entendidos apenas de crise, do caos, da confusão.

Uma segunda questão – que se alinha a primeira - sobre a dificuldade em angariar novos interessados em estudar Economia recai, em nosso entendimento, na pouca familiaridade em tentar explicar para a sociedade o campo de atuação do economista. Por vezes, não somos claros em explicar que este profissional pode ocupar espaços em atividades públicas e privadas; dada a abrangência de conhecimentos sólidos que o curso fornece. Esta abrangência somente é possível por se tratar de uma formação sólida que não se limita a dados técnicos, mas que abrange a discussão dos processos históricos e sociais que construíram, desde os escritos seminais dos clássicos ingleses, o pensamento econômico.

Todavia, nunca é tarde para a mudança. O momento que se apresenta é muito propício para tentar recuperar o interesse por estudar Ciências Econômicas. A nossa profissão de economista no Brasil tem exatamente 59 anos de existência, desde o reconhecimento formal regulamentada pela Lei n° 1.411, de 13 de agosto de 1951.

No entanto, nessas quase seis décadas, poucos foram os momentos em que professores, conselheiros, profissionais da área e estudantes se reuniram para discutir os caminhos, os valores, a missão, o propósito e a atuação do economista no exercício de suas atividades. Excetuando-se os congressos e encontros profissionais realizados, são raros os momentos de profunda reflexão em torno do objetivo de orientar os jovens futuros economistas sobre o modo de atuar e, mais que isso, sobre como a Economia – tanto na teoria quanto na prática – age e influencia no cotidiano das pessoas.

Outro fito deste artigo é, justamente, o de contribuir para a orientação futura do jovem estudante de Economia, visando também resgatar as demandas verificadas no passado, quando se formavam muitos economistas. Para isso, nos sentimos encorajados a esboçar algumas linhas direcionadas, especificamente, ao debate sobre a atuação e o papel do economista em nossa sociedade. Desnecessário afirmar, contudo, que não nos apresentamos como conselheiros e donos da verdade; não temos a prerrogativa do tom professoral.

É oportuno reiterar que apenas desejamos, tão somente, contribuir para o aprofundamento de temas que cercam a natureza da ciência econômica no que toca a discorrer sobre os propósitos mais interessantes dessa ciência – para aquilo que se convenciona entender ser uma boa economia – e, ademais, para vermos aumentar o interesse pelo curso superior.

No sentido de discutir os propósitos da ciência econômica, um primeiro ponto a ser ressaltado é que o economista que constrói hipóteses deve, obrigatoriamente, a seguir, confrontar seus modelos com a realidade social. Somente o mundo real poderá validar ou não suas idéias. É imprescindível, todavia, não perder de vista que os modelos da economia são imperfeitos; sua verificação é aproximativa. A realidade social - em todas suas manifestações - é passível de soluções econômicas. Por sinal, todo problema social exige, por contrapartida, uma solução econômica. Dessa constatação emerge afirmar que a Economia precisa, para ser aceita definitivamente como uma ciência capaz de promover boas ações, colocar o progresso a serviço dos mais pobres. Talvez o principal papel da Economia seja o de ser construtiva. Para isto, não se deve perder de vista que no atual mundo, em que um terço da humanidade continua mergulhada na miséria, a ciência econômica deve, à sua maneira, priorizar o combate às questões sociais mais agudas.

O desenvolvimento econômico quando proferido e ensinado pela economia só faz sentido se levar bem-estar aos que mais sofrem. Gandhi, uma das almas mais brilhantes que já pisou no planeta Terra, a esse respeito disse que “o desenvolvimento seria bom e justo somente se elevasse a condição dos mais necessitados”.

Os jovens futuros economistas precisam, neste pormenor, em busca de alcançar equilíbrio econômico-social, encarar que a justiça social é um imperativo que deve predominar sobre a produção. O mundo da Economia não deve, pois, ser reduzido à condição de mercado, nem de mercadoria. Antes disto, é fundamental ter ciência que existe algo de mais valioso: a vida humana. Aos jovens futuros economistas em processo de graduação, e aos que desejam se inscrever num curso de Economia, recomenda-se não se recuse ao exercício de ver a sociedade tal qual ela é. Se os economistas de hoje, de ontem e, espera-se que os do amanhã têm uma função a cumprir na sociedade, entendemos que essa é, em larga medida, a de se envolver no processo de transformação econômica e social.

Cristovam Buarque, engenheiro de formação e economista por opção do doutorado, diz brilhantemente que “não faz sentido ser economista se não for para lutar contra a fome e a pobreza que marca a vida de muitos brasileiros”.

Entendemos que o futuro economista deve, caso concorde com essa premissa e se predisponha a lutar por uma sociedade de iguais, ter clara a idéia central de que a Economia precisa ser inclusiva. A Economia, definitivamente, não funciona sem a inclusão das pessoas por um motivo bem simplista: ela é feita pelos homens e para os homens.

Por fim, reitera-se aqui que por inclusão entendemos uma vida sem dificuldades básicas; uma vida de acesso, de oportunidades iguais.

Neste pormenor, concordamos plenamente que a finalidade do economista e a da ciência econômica seria aquilo que Carl Menger argumentou, em seu tempo: “a economia precisa satisfazer as necessidades humanas”. Detalhe: não estamos nos referindo ao conspícuo. Estamos nos referindo, apenas, a necessidades básicas: comer, se vestir, se abrigar, trabalhar, buscar ser feliz.

A você, caro estudante que deseja ingressar no curso de Economia, sinta-se tocado no seguinte: esta ciência tem todas as ferramentas para ajudar no seu progresso e da sociedade. Contamos contigo para a consolidação dessa árdua tarefa. Assim como a Economia (enquanto ciência) precisa de você, você também precisa da Economia (também enquanto atividade) para fazer avançar a qualidade de vida de todos. O desafio está lançado. Venha estudar Economia!

Nós, e a maioria de economistas que sentem nas veias a profissão, garantimos que vale a pena.
_________________________________

(*) Economista, Doutor pela (USP). É Diretor Geral das Faculdades Integradas Santa Cruz de Curitiba - Brasil.
(**) Economista, mestre pela (USP). É professor de Economia da FAC-FITO / UNIFIEO (S. Paulo - Brasil).

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O Príncipe e a Política Interna


O Príncipe novo, não hereditário, deverá desconfiar de seus amigos, inimigos e súditos. Deverá livrar-se dos seus rivais e invejosos praticando as crueldades necessárias (haveria bem em fazer o mal) e quando seus súditos não mais acreditarem, no príncipe só pela persuasão, este deverá usar a força, isto é, boas armas que acompanham as boas leis. O Príncipe deverá apresentar-se como generosos, sincero, bom e clemente, isso será bom para sua imagem pública (propagando pessoal), no entanto ter essa qualidades levaria o príncipe a ruína. Seria então a crueldade bem praticada que mantém o poder do príncipe e do estado.

sábado, 4 de setembro de 2010

A essência da Obra


Maquiavel não atingiu seu objetivo, mas sua contribuição para a historia é significativa. Consegue distinguir a política da moral e essa separação mostra o estado com valor obsoluto, acompanhado da idéia pessimista da natureza do homem e da sua condição. O filosofo Hobbes baseia-se no pecado original e no dogma da natureza decaída para explicar a natureza do homem Maquiavel não esconde sua admiração pelos indivíduos impetuosos da selva social e formulam essa teoria para aqueles que nasceram com o dom de governar, que sabem agir no momento certo e que controla a imensa maioria cuja o destino é ser governada.

Seus escritos contradiz com o seu comportamento em vida era um homem alegre e que prezava o amor e amizade.E a minoria que domina deverá apresentar os seguintes traços: interesseiros, invejosos, ciumentos, insaciáveis nos seus desejos, eternos descontentes que só aspiram o que não possuem, ingratos, inconstantes, dissimulados, mentirosos, velhacos, medrosos, covardes (...)

E crédulos, desprovidos de juízo, incapazes de descer ao âmago das coisas eles se deixam seduzir pelas aparências, pelo acontecimento. E malévolos, maus, de uma maldade que não nem vencida pelo tempo, nem amenizada por nenhum benefício. E acima de tudo, medíocres: tanto no mal como no bem, não vão até o fim; raramente sabem ser completamente bons ou completamente maus, diante dos grandes crimes recuam (...)

É por essas e outras que se é melhor fazer-se temer do que se amar. Para manter o estado vale tudo: Os meios serão sempre considerados honráveis e louvados por cada um”. O homem não muda, obedece sempre os mesmos desejos , as mesmas paixões. O Estado deve ser posto acima de tudo, é necessário conservá-lo, pois o estado simplesmente é.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O Príncipe - Maquiavel

A obra

Durante esse período recolhe-se e produz duas obras completamente distintas: Discorsi ou Dircurso sobre a Primeira Década de Tito Livio e o Príncipe.

Segundo Maquiavel há no mundo uma massa igual de bem e de mal e que o progresso seria impossível. Para uma republica funcionar perfeitamente haveria de existir uma dupla instituição: a do Legislador e a do Ditador para salvação pública. O Legislador de espírito sensato não deve poupar esforços para alcançar a autoridade plena. Já o poder do Ditador será limitado, no entanto essa figura seria de fundamental importância para dá ordem as coisas.

Em todo o contexto que Maquiavel está inserido, sua demissão do conselho dos dez, e toda a humilhação da qual lhe fizeram passar, orgulho ferido se isola e começa a escrever o Príncipe, e reconciliar com os Medici, após ter sido expulso do conselho ao tentar interferir no governo dos príncipes e apesar de sua obra ser dedicada ao Principe Lourenço esse nem chega a abrir sua obra não atingiu o que queria. Ele não atinge seu objetivo, mas o livro entra para a história.Maquiavel virá a morrer no mesmo ano da publicação, ainda com o coração cheio de mágoas, fracassado por não ter atingido seu ideal.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Das Isenções Fiscais de ISS

Fomos indagados essa semana com algo que achei interessante. Das Isenções Fiscais. A pergunta era a seguinte:

“Uma empresa tem uma isenção de ISS por seis anos. No mês de julho de 2010, antes do termino, o ente político (município) revogou a lei que previa a isenção. É possível que o município cobre no mês de agosto de 2010, o referido imposto?”

Assim como um tributo só pode ser criado por meio de lei, a isenção também só pode ser concedida por meio de lei (Principio da Legalidade), como nos diz o artigo 150 do Código Tributário Nacional, inciso I que proíbe a União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos municípios, exigir ou aumentar tributos sem lei que o estabeleça. No entanto se observarmos o art. 104 da Vigência da Legislação Tributária a lei só entrará em vigor no primeiro dia do exercício seguinte, salvo as isenções. Logo, a lei que revoga uma isenção tributária deve obedecer ao principio da anterioridade. A que concede não precisaria, pois é para proteger o contribuinte e não para prejudicá-lo.

As leis, o Direito, Deveres, Dia-dia, desenvolvimento, incentivo...
A Economia, se você parar para pensar é das ciências a mais bela, mais fascinante...
ah e COMPLEXA.

domingo, 29 de agosto de 2010

Recomendo!

Estou lendo um livro maravilhoso, divino que contém armas poderosíssimas (risos)

Leitura obrigatória, fácil e cheia de controvérsias.

Bom, para alguns é quase uma Bíblia(Delfim Neto, FHC). Tenho certeza que certo Coronel da região já leu o livro, é incrível, tem todas as características que segundo Maquiavel o Príncipe tem que ter. Maquiavel ás vezes exagera, considera os outros (dominados) objetos de fácil manipulação, mas na essência o livro não é só isso, dá pra aproveitar muita coisa, por exemplo, comungo da seguinte idéia: Do que adianta ser um homem sempre bom, se uma hora ou outra terá que perecer diante daqueles que não são?

Deixa isso pra lá...

Tá ai a vara...

http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/principe.pdf


domingo, 15 de agosto de 2010

Primeiras notas do real reformulado começam a ser impressas


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente da Casa da Moeda do Brasil (CMB), Luiz Felipe Denuccci, inauguraram nesta sexta-feira (6) a primeira de duas linhas de produção das novas cédulas de real.

Segundo o Banco Central, as novas notas devem começar a circular a partir de novembro. Mais cedo, no entanto, a Casa da Moeda informara que a circulação teria início em outubro.

A segunda linha de produção entrará em funcionamento até o final de agosto. Com a nova estrutura, a produção da Casa da Moeda passará de 2 bilhões de cédulas em dois turnos para 2,8 bilhões de cédulas em três turnos. O investimento total feito no parque industrial desde 2009 é de cerca de R$ 350 milhões e chegará ao montante de R$ 900 milhões até 2011.A primeira cédula impressa foi a de R$ 50,00. As mudanças nas notas têm como objetivo torná-las mais seguras e à prova de falsificação.

Guido Mantega disse, durante o evento, que o real é hoje a segunda moeda mais forte do mundo. "Somente o dólar realiza mais transações no mercado futuro do que o real. Portanto, hoje estamos orgulhosos da nossa moeda. Ela expressa o fortalecimento da economia brasileira", completou


Fonte: http://g1.globo.com/economia-e-negocios. Acessado em 15/08/2010

sábado, 6 de março de 2010

Eu quero morar no Botão!



Dizem, e me parece quase inacreditável, que a população do Butão, uma minúscula nação situada na encosta da Cordilheira do Himalaia, tem um governo que inclui em sua plataforma política o tema da felicidade. A FIB (Felicidade Interna Bruta) é um medidor adotado pelas autoridades locais para avaliar o grau de satisfação existencial de seus moradores. Segundo eles, o PIB (Produto Interno Bruto) avalia apenas a movimentação do dinheiro, deixando de considerar aspectos importantes do desenvolvimento cultural, psicológico e espiritual humano. Essa sociedade, influenciada pelos princípios do Budismo, resolveu acrescentar em sua Carta alguns preceitos que soariam quase risíveis se comparados aos nossos.

Texto de Apoio: Gilmar Marcilio (Belas-Letras)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Lendo CELSO FURTADO



A Curiosidade veio depois de por várias vezes ouvir o nome de Celso Furtado associado ao Presidente JK na minissérie que foi exibida pela rede globo em 2006, já tinha ouvido falar de tal homem, sobre suas idéias sobre desenvolvimento e subdesenvolvimento, sem contar a contribuição do mesmo para a minha querida e tão sofrida região Nordeste. Pelo sim e pelo não resolvi incluir junto com alguns livros que comprei para esse semestre (2010.1)






Fiz uma boa escolha, o livro é perfeito!

O Livro de 351 páginas é dividido em 36 capítulos escritos em uma linguagem simples, de fácil compreensão... não é preciso ser um expert em Economia para entender o que esse paraibano quer falar!

Economia tem a ver com felicidade


O lado consumista do ser humano recomenda que a felicidade repouse na aquisição de produtos e serviços diversos, e, de preferência, em grandes quantidades. Somente por esse pormenor já bastaria para analisarmos a economia pelos seus dois lados mais influentes: a oferta e a demanda. Até mesmo porque tudo parece ser uma questão de oferta e demanda; não à toa esse é um dos principais conceitos da economia.

Evidentemente, junto à oferta e demanda, deve-se levar em conta à variável “preço”; condição essa essencial para deslocar (para cima ou para baixo) a quantidade procurada (demanda) em razão da quantidade fornecida (oferta); isso tudo, é claro, num lugar específico chamado “mercado”.

Pois bem. Utilizando a variável “preço” queremos, por sua vez, apenas para sintetizar essa discussão e não torná-la enfadonha, fazer um link com a variável “renda”, que aponta, essa sim, para a real possibilidade de compra ou recusa dos diversos bens e serviços dispostos nos mercados.

Portanto, pensando friamente dessa forma, ou seja, (no ato de consumir), quanto mais se consumir, mais a felicidade aumenta; ainda que seja não apenas sobre um consumo necessário.

Esse consumo excessivo, que vai além das necessidades básicas, encontra “repouso” nas ciências econômicas no conceito “conspícuo”, ou seja, aquele consumo supérfluo, típico do consumidor voraz pronto para alimentar sua volúpia consumista, atendendo, assim, os ditames da oferta. Ao economista Thorstein Veblen (1857-1929) devemos esse conceito desde 1899.

Portanto, uma primeira direção aqui nos é sugerida: se a felicidade repousa no ato de consumir, como querem alguns, basta consumir cada vez mais para ser muito feliz. Afinal, consome-se de tudo (até mesmo coisas sem sentido) e, em geral, em quantidades que agradam muito aos ofertantes.

Desse modo, como a sociedade, em geral, é muito consumista, pressupõe-se, de imediato, que há muita gente feliz por aí. Nesse sentido, a felicidade é igual ao consumo e o consumo (a chave de ouro do capitalismo) abre as portas da felicidade. Certo ou errado? Você decide!


Maximização da utilidade esperada


Embora o dinheiro não compre felicidade, é um pré-requisito para isso. Assim como o trabalho é o pré-requisito para o dinheiro. Em geral, os economistas querem que todos sejam felizes, e não apenas ricos. Até mesmo porque os economistas caracterizam o comportamento das pessoas quando fazem escolhas com base na maximização da utilidade esperada (espera-se escolher a opção que proporciona a maior utilidade média).

Para entramos nessa discussão, convém, antes, lembrarmos que a economia é construída em cima da estrutura da utilidade, como bem aponta Diane Coyle na obra acima citada.

Utilidade (utilitarismo) para os economistas só faz sentido se pensada em forma de benefício, de bem-estar. A base da Teoria do Consumidor passa pelo conceito de utilitarismo. Esse, por sua vez, pode ser definido como o bem que se identifica com o útil.

Os utilitaristas – Jeremy Bentham (1748-1832) e John Stuart Mill (1806-1873) - são claros a esse respeito: “a felicidade está na aquisição daquilo que nos é útil”.

O útil, grosso modo, leva à satisfação, leva ao prazer, leva ao bem-estar. Esse é, em essência, o objetivo do economista: proporcionar oportunidades e escolhas disponíveis a todos no dia a dia, auxiliando o maior número de pessoas na busca de algo fundamental: o bem-estar.

Bem-estar, então, se liga de forma íntima à felicidade. Pelo menos é o que diz a ciência econômica quando recomenda a seus fiéis consumidores que maximizem a utilidade esperada, ou seja, que no ato de tomada de decisões (e não somente no ato de consumir) cada indivíduo alcance o maior nível possível de utilidade.

Conquanto, nem sempre essa utilidade está relacionada apenas ao ato de consumir, para desespero da lógica mercadológica. Posso perfeitamente obter utilidade (felicidade) ao encontrar alguém, ao falar com alguém, ao pensar em algo prazeroso, ao ler um poema agradável, ao respirar um ar puro, ao contemplar uma obra de arte ou um monumento público. Estou assim consumindo algo? Sem dúvida; no entanto, não estou colocando a mão no bolso para isso. Para desespero do capitalismo, reiteramos, nem sempre um consumo vem seguido de gastos. Portanto, as portas da felicidade podem não ser aquelas que nos levam ao comércio/mercado.


Fonte: www.cofecon.org.br -

Por Marcus Eduardo de Oliveira